Flávio Bolsonaro foi acusado de ocultar e negar relações com Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, antes de admitir que teria negociado recursos para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. O caso também envolve suspeitas sobre o destino do dinheiro e a participação de aliados do senador.
Em uma abordagem feita pelo repórter Thalys Alcântara, Flávio negou inicialmente ter tratado de pagamentos com Vorcaro. De acordo com o relato, ele chamou o jornalista de “militante” e, após hesitar, afirmou: “é dinheiro privado! é dinheiro privado”. Conversas divulgadas depois mostrariam uma relação próxima entre o senador e o banqueiro.
Uma checagem realizada pela Aos Fatos apontou que Flávio teria contado ao menos 12 mentiras sobre o caso antes da publicação das reportagens. O senador havia defendido uma ampla apuração sobre a situação do Banco Master e usado uma camisa com a frase “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula.”
Recursos para o filme
Conversas privadas também indicariam que Vorcaro aceitou receber Jair Bolsonaro em uma mansão em Brasília para assistirem juntos a um documentário. O encontro teria como objetivo pedir apoio para financiar o longa “Dark Horse”. Não há confirmação de que a reunião tenha ocorrido, mas o texto afirma que houve transferência de recursos para o filme.
Flávio teria negociado R$ 134 milhões com Vorcaro, enquanto a produção estaria relacionada a R$ 61 milhões. A produtora, com apoio de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, negou ter recebido qualquer valor. O texto também menciona denúncias de comida estragada, alimentação insuficiente, jornadas longas e atrasos de pagamento na produção.
A Polícia Federal suspeita que parte do dinheiro possa ter financiado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A transferência teria sido feita pela Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro, para um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas. A mesma empresa teria sido usada no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.
Disputa sobre o alcance do escândalo
O caso passou a ser apresentado por diferentes grupos como um escândalo suprapartidário. Uma publicação mencionou que Vorcaro também teria financiado filmes sobre Lula e Temer, mas o texto afirma que essa informação se baseou em declarações de pessoas ligadas ao banqueiro e não apresentou indícios adicionais.
As acusações também alcançaram Ciro Nogueira, descrito como aliado da candidatura de Flávio. O texto relaciona o senador ao caso por supostamente ter recebido pagamentos de Vorcaro, mas não apresenta, nesta descrição, uma manifestação dele sobre a acusação.
A Polícia Federal, a Aos Fatos e os envolvidos são citados em diferentes pontos do caso, que inclui ainda referências a Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. O material informa que há mais de 25 processos na Justiça relacionados às investigações e publicações sobre o tema.







