A Polícia Civil do Rio Grande do Sul planeja retomar as buscas por Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desaparecida desde 6 de setembro. A investigação passou a considerar a possibilidade de homicídio e pode concentrar a procura em uma nova área, ainda não divulgada.
Gabriela saiu com o carro da mãe em direção a Tramandaí, no litoral gaúcho. O Volkswagen Gol branco foi localizado 10 dias depois do desaparecimento, em uma casa abandonada no município. O veículo estava sem a placa e com uma calota retirada.
Novas buscas e vestígios
As equipes realizaram buscas nas últimas semanas em um local definido a partir das informações reunidas no caso, mas não encontraram Gabriela. Durante o último fim de semana, a polícia voltou a procurar pela influenciadora. A retomada em outro perímetro dependerá da análise dos dados obtidos na investigação.
Até então, os agentes haviam usado imagens de câmeras de monitoramento para identificar o último ponto em que o carro foi visto. A localização do veículo ocorreu depois de uma denúncia anônima. Escavadeiras e cães farejadores também foram utilizados nas buscas.
Dentro do carro, foi encontrada uma unha, que será submetida a análise de DNA. O celular de Gabriela também foi localizado, mas a Polícia Civil ainda aguarda autorização para acessar os dados do aparelho e das redes sociais.
Último contato
Gabriela atuava como influenciadora, com mais de 37 mil seguidores, e também trabalhava como motorista de aplicativo. O último contato dela foi com a mãe, Rosane Evaldt, e uma amiga, às 23h de 6 de setembro.
Cerca de uma hora antes, Gabriela havia dito à mãe que estava bem e que iria até a casa dela, em Torres, para devolver o carro. Rosane classificou o desaparecimento da filha como “uma dor horrível”.
A hipótese de latrocínio, que envolve roubo seguido de morte, foi descartada. A polícia não divulga possíveis suspeitos para não comprometer o andamento das buscas.







