Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defenderam uma reforma administrativa com menos gastos e uma estrutura mais enxuta durante um debate realizado nesta quarta-feira, 23. Caiado criticou os chamados penduricalhos no serviço público, enquanto Zema questionou a quantidade de ministérios na estrutura federal.
Para Caiado, a reforma deve combinar responsabilidade dos servidores, critérios de mérito e a possibilidade de melhoria salarial para quem apresentar bom desempenho. O candidato afirmou que benefícios vinculados a decisões administrativas podem atingir diferentes níveis de governo.
“Você não pode admitir os penduricalhos que vêm junto com decisões outras”, disse Caiado. Ele também defendeu cortes nos gastos considerados excessivos e a valorização de servidores com bom desempenho.
Zema afirmou que a reforma administrativa deveria estar entre as primeiras mudanças de um governo. O candidato criticou a existência de 38 ministérios e defendeu uma estrutura mais enxuta. Para ele, quem trabalha no serviço público deve ter vocação para servir.
“Temos 38 ministérios. Acho que não tem nenhum outro país que tem essa quantidade de ministérios”, declarou Zema. Ele afirmou ainda que o servidor deve atuar para servir à população, e não para se beneficiar da estrutura.
Participação no debate
Caiado e Zema foram os únicos entre os seis convidados a participar do debate. Augusto Cury (Avante) cancelou a presença para viajar a Belo Horizonte e participar do velório do empresário Bruno Avelar.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) também não participaram do encontro.








