Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Conselho do MPF mantém Gonet no caso Master e barra apuração

Colegiado decidiu por unanimidade não afastar o procurador-geral e rejeitou, por 5 votos a 4, pedido do Partido Novo.

Conselho do MPF mantém Gonet no caso Master e barra apuração
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu por 9 votos a 0 manter Paulo Gonet na condução dos processos relacionados às fraudes no Banco Master. Na mesma sessão, realizada nesta sexta-feira (25), o colegiado rejeitou, por 5 votos a 4, a abertura de um procedimento de investigação contra o procurador-geral da República.

O pedido foi apresentado pelo Partido Novo, que solicitou a apuração de possível crime de prevaricação e o afastamento de Gonet dos processos do caso. A decisão também preservou o procurador no comando das investigações.

Votos no colegiado

Votaram contra a abertura da investigação o relator, Francisco Sanseverino, e os subprocuradores Celso Albuquerque, Alexandre Camanho, Hidenbugo Chateaubriand e Nicolau Dino. A favor da apuração se manifestaram Janice Ascari, Samantha Chantal Dobrowolski, José Adonis e Ana Borges Santos.

Durante a análise, Hinderburgo Chateaubriand afirmou que Gonet só poderia ser afastado pela Justiça. Ele também disse não haver indícios de uma relação de amizade íntima entre o procurador-geral e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, dono do Banco Master e preso.

“Não há rigorosamente nada que possa sugerir que o procurador-geral da República tenha algum tipo de amizade íntima com esse investigado”, afirmou Chateaubriand.

Mensagens citadas pela PF

Gonet foi mencionado em conversas encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro. As mensagens vieram a público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de parte da investigação, que também inclui mensagens enviadas a um celular atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a PF, Vorcaro intensificou o envio de mensagens para o número atribuído a Moraes nos dias anteriores à prisão, ocorrida no dia 17 de novembro do ano passado. Em 15 de novembro de 2025, o ex-banqueiro citou Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao demonstrar preocupação com o avanço das apurações, então em tramitação na primeira instância da Justiça Federal em Brasília.

“Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”, escreveu Vorcaro.

Apesar da menção, não há indícios de que Gonet e Andrei tenham interferido nas investigações. Após a divulgação das conversas, Gonet negou proximidade com Vorcaro e disse que a interação entre os dois foi “brevíssima e banal”. Ana Borges Santos, por sua vez, afirmou que havia elementos para, em tese, caracterizar dolo específico e autorizar uma investigação criminal.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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