SÃO PAULO — O delegado da Polícia Civil Edevaldo José Bragaia, 64, foi detido na noite de terça-feira (15), em São Paulo, após bater uma viatura descaracterizada contra um veículo da Polícia Militar. Segundo o boletim de ocorrência, ele apresentava sinais de embriaguez e foi levado para atendimento médico depois da abordagem.
A colisão ocorreu por volta das 21h, no viaduto Júlio de Mesquita Filho, na região central. Policiais militares preservavam o trecho após um acidente envolvendo uma motocicleta. Havia cones no local, e uma viatura da PM estava parada no canteiro central, com os sinais luminosos ligados.
De acordo com o registro policial, um Chevrolet Spin atingiu a traseira do veículo da corporação depois de passar pelos cones. Os agentes ordenaram que o motorista desligasse o carro e saísse, mas ele não obedeceu e deixou o local. A placa foi comunicada por rádio, e outras equipes passaram a acompanhar o veículo.
O condutor parou por causa do trânsito e foi abordado no mesmo viaduto, nas proximidades da Igreja Deus é Amor, no Glicério. Conforme o boletim, ele resistiu e só saiu do carro após os policiais usarem força. O delegado foi algemado.
Os agentes relataram que Bragaia tinha odor etílico, roupas desalinhadas, confusão mental e fala desconexa. Ele também teria se recusado a informar a identidade. Uma carteira funcional da Polícia Civil foi localizada com o homem, permitindo aos policiais reconhecerem que se tratava de um delegado.
Bragaia recusou o teste do bafômetro e foi encaminhado à UPA Vergueiro com escoriações no rosto. O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Civil como embriaguez ao volante e fuga de local de acidente. A Polícia Militar também lavrou auto de infração por direção sob influência de álcool.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a Corregedoria apura as circunstâncias por meio de inquérito policial. “A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a rigorosa apuração de eventuais irregularidades praticadas por seus integrantes”, afirmou a pasta. Não houve resposta ao pedido de contato direto com o delegado, feito por email na quinta-feira (17), e a defesa não foi identificada.








