Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Equipe deixa Barcelos às pressas após ameaças durante gravação na Amazônia

Diretores Tatiana Issa e Guto Barra relatam saída de madrugada após entrevista com Tatunca Nara para série da HBO Max.

Equipe deixa Barcelos às pressas após ameaças durante gravação na Amazônia

A equipe da série documental “Morte e Mistério na Amazônia”, da HBO Max, deixou Barcelos, no Alto Rio Negro, durante a madrugada após receber avisos de que precisava sair imediatamente. O relato ocorreu depois de uma entrevista dos diretores Tatiana Issa e Guto Barra com Tatunca Nara, personagem central da produção.

De acordo com Tatiana, os alertas começaram no fim da conversa, que havia sido realizada para questionar contradições acumuladas ao longo dos anos. “Começamos a ser avisados que precisávamos sair dali naquele minuto. Não era daqui a pouco, não era daqui a uma hora”, afirmou a diretora.

Os integrantes correram para o barco e deixaram a cidade às pressas. Tatiana disse que a equipe se sentiu ameaçada por pessoas locais e temeu sofrer um atentado. O episódio foi descrito pelos diretores como um dos momentos mais tensos das gravações.

Investigação sobre Akakor

A série investiga a história de Akakor, uma suposta civilização perdida que atraiu aventureiros estrangeiros para a Amazônia nas décadas de 1970 e 1980. A busca por uma cidade escondida na floresta foi associada a expedições e a desaparecimentos de pessoas que nunca retornaram.

Tatunca Nara aparece no centro desse relato por ter atuado como guia de expedições e por ter alimentado, durante décadas, histórias sobre a região. Os diretores afirmam que a intenção não era reforçar a narrativa fantástica, mas investigar o que havia de verdadeiro e de falso na história.

A entrevista com Tatunca foi gravada quando a produção já tinha a maior parte das conversas registradas. Segundo Tatiana, a equipe esperou a investigação avançar para confrontá-lo sobre pontos específicos e evitar que a série servisse apenas como espaço para suas versões.

Guto conheceu o caso há cerca de oito anos, quando Tatiana apresentou a história. A dupla também foi responsável por “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”.

Gravações na floresta

A produção filmou em locais ligados aos relatos e refez parte das expedições. A equipe navegou pelo Rio Negro, dormiu em redes e transportou câmeras, equipamentos de luz e outros materiais por áreas de acesso difícil.

Uma igreja abandonada encontrada na floresta foi incorporada a uma dramatização sobre a suposta ligação de Tatunca com militares. Para Tatiana, a experiência permitiu que a equipe se aproximasse das condições enfrentadas pelos aventureiros, embora com equipamentos de filmagem.

A narrativa não segue uma ordem cronológica tradicional. Segundo Guto, a história reúne décadas de acontecimentos, diferentes países e várias famílias, e a estrutura escolhida ajuda a mostrar também a dor dos parentes.

Uma das famílias passou nove anos sem saber o paradeiro de um parente e sem saber que poderia existir uma pessoa ligada a outros desaparecimentos. A produção afirma que busca manter as vítimas no centro da história e contribuir para sua lembrança e para que não sejam esquecidas.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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