O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, apresentou versões diferentes no mesmo dia sobre sua relação com o Banco Master e o financiamento de “Dark Horse”, filme biográfico sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Documentos, áudios e mensagens atribuídos à investigação detalham negociações entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O acordo para a produção do filme envolvia o repasse de 24 milhões de dólares, valor estimado em cerca de R$ 134 milhões conforme as cotações da época.
Na manhã desta quarta-feira, 13 de maio, Flávio foi questionado sobre os pagamentos. Ele negou a existência da negociação e afirmou: “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Depois, chamou o repórter de “militante”.
Horas mais tarde, após a divulgação da investigação, o senador publicou um vídeo nas redes sociais e admitiu os laços com Vorcaro. Na gravação, afirmou que buscava patrocínio privado para contar a história do pai e declarou que o projeto não tinha dinheiro público.
A investigação contesta essa afirmação ao mencionar recursos públicos ligados ao Banco Master. Entre eles estão R$ 2,6 bilhões da Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a servidores inativos do Rio de Janeiro, e R$ 400 milhões investidos pela previdência do Amapá em ativos do banco.
Relação com Daniel Vorcaro
Flávio também não mencionou, no vídeo, que Vorcaro está preso e é investigado por uma fraude bancária que teria causado um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, o FGC.
Mensagens citadas na investigação mostram que o senador escreveu a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”. O banqueiro teria recebido a declaração um dia antes de ser preso, enquanto tentava deixar o país.
No sábado, 9, durante um evento em Santa Catarina, Flávio usou uma camiseta com a frase: “O pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”. A investigação afirma que o dinheiro negociado para o filme estava relacionado ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master.







