SÃO MIGUEL DA BOA VISTA — A investigação sobre o acidente com um ônibus de excursão paraguaio concluiu que o veículo trafegava acima do limite permitido na SC-492 antes de sair da pista e tombar. Quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
O acidente ocorreu em 15 de julho, em um trecho com curvas acentuadas e declive. Conforme a apuração, o motorista, de 43 anos, conduzia o coletivo em velocidade incompatível com as características da via. A análise do tacógrafo confirmou que o ônibus estava acima da velocidade permitida nos momentos anteriores à ocorrência.
A perícia também descartou a hipótese de falha no sistema de freios, mencionada inicialmente pelo condutor. Os laudos indicaram que a direção, os pneus e os freios estavam em plenas condições de funcionamento. Testemunhas relataram que o veículo teria saído parcialmente da pista antes do tombamento.
Com base nas provas reunidas, o motorista foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Após a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público, que fará a análise do caso e adotará as providências cabíveis.
Atendimento às vítimas
O ônibus transportava 68 ocupantes e voltava de uma excursão a Gramado (RS). Sobreviventes disseram à Polícia Militar que o grupo havia saído de Villa Rica, no Paraguai. O acidente aconteceu depois que o motorista perdeu o controle em uma curva, saiu da pista e o veículo despencou por uma ribanceira antes de tombar.
As primeiras equipes do Corpo de Bombeiros Militar chegaram pouco depois da 1h. O ônibus estava tombado em um barranco, com vítimas presas às ferragens, sob a estrutura do veículo e espalhadas pelo local.
Para organizar o atendimento, os bombeiros implantaram o protocolo START, usado em ocorrências com múltiplas vítimas para estabelecer prioridades conforme a gravidade dos ferimentos. As equipes fizeram controle de hemorragias, atendimento pré-hospitalar, imobilizações, desencarceramento e retirada de pessoas presas às ferragens.
A Polícia Civil também manteve contato com representantes do Consulado do Paraguai, que prestaram apoio consular e humanitário às vítimas e aos familiares durante a investigação.







