FLORIANÓPOLIS — O projeto que previa a compra de ônibus elétricos para Florianópolis foi arquivado em fevereiro deste ano, a pedido do vereador Diácono Ricardo (PSD). A proposta autorizava um financiamento de até R$ 143,38 milhões para renovar a frota e executar obras no Complexo Vila Aparecida.
O pedido foi formalizado pelo Requerimento nº 00102/2026. No documento, não fica claro o motivo do arquivamento. O projeto de lei havia sido apresentado pelo Poder Executivo Municipal em junho de 2024.
Do valor previsto, R$ 99,963 milhões seriam aplicados na renovação da frota, com a compra de 46 ônibus: 23 a diesel e 23 elétricos. A proposta também incluía 12 terminais de recarga para os veículos elétricos. As operações estavam vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com referência às Portarias MCID nº 445/2024 e nº 449/2024.
Veículo deixou as linhas após um mês
Enquanto a expansão era discutida, o modelo Azure A12 BR, fabricado pela TEVX Higer, foi submetido a uma avaliação temporária no transporte público da capital catarinense. O ônibus tem 12 metros de comprimento e capacidade para até 76 passageiros.
A circulação começou em outubro de 2024 e durou um mês. Nesse período, o veículo passou pelas linhas 184 – UDESC via Beira-Mar, 188 – TICEN – UFSC, 138 – Volta ao Morro Sul via Lauro Linhares, 320 – TILAG – TICEN via Beira-Mar e 630 – Corredor Continente.
A Prefeitura de Florianópolis informou que não havia expectativa de incorporar o modelo à frota. Por essa razão, a iniciativa foi encerrada. Motoristas do Consórcio Fênix receberam treinamento especial para conduzir o ônibus durante os testes.
O município não informou quais resultados foram obtidos na avaliação nem qual foi o destino do veículo depois que ele deixou Florianópolis.
Expectativa de redução de custos
Durante o período de testes, o prefeito Topázio Neto (PSD) destacou a possibilidade de reduzir a poluição e o consumo de combustível com a tecnologia. Em outubro de 2024, afirmou: “A longo prazo, com a ampliação da frota, irão diminuir o custo do sistema”.
Rafael Hahne, então secretário de Transportes e Infraestrutura, disse que o município havia recebido recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal, para comprar ônibus elétricos. “O processo está em aprovação na Câmara de Vereadores, mas sabemos que é uma tecnologia importante para o meio ambiente e modernização da frota”, declarou em 2024.
O projeto também previa que receitas e recursos municipais vinculados fossem usados como garantia para o pagamento de juros, tarifas e outros encargos do financiamento.







