Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Rio e Minas entram no foco da estratégia de Lula, avalia professor

Análise sobre a pesquisa Quaest aponta que a disputa presidencial pode depender do desempenho do petista em estados populosos.

A disputa presidencial no Rio de Janeiro aparece como um dos principais pontos de atenção para Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da campanha, segundo avaliação do cientista político Mateus de Albuquerque, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Para ele, o estado pode se tornar uma arena central e será importante ampliar a votação do presidente na região.

A pesquisa Quaest sobre as disputas estaduais, divulgada nesta quarta-feira (23), indica a permanência de diferenças regionais observadas em 2018 e 2022. Albuquerque afirma que o Nordeste mantém áreas de forte identificação com Lula, mas ressalta que parte desse eleitorado pode ser mais lulista do que propriamente de esquerda.

Peso dos estados mais populosos

Na avaliação do professor, o resultado nacional não depende apenas de vencer ou perder em determinado estado. A margem obtida em cada território também pesa, já que o Brasil não adota um sistema distrital. Por isso, uma derrota apertada em uma unidade populosa pode ter mais impacto do que uma vitória ampla em um estado com menos habitantes.

“O PT é o partido mais orgânico no Brasil”, afirmou Albuquerque em entrevista. Ele acrescentou que Lula alcança 25% do eleitorado em poucos lugares, destacando a força nacional do partido e a continuidade de áreas marcadas pelo petismo e pelo antipetismo.

Com esse cenário, o cientista político considera que Lula deveria priorizar colégios eleitorais competitivos, em vez de concentrar esforços no fortalecimento de palanques estaduais em locais onde a disputa presidencial já estaria encaminhada. Ele cita Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, como uma região relevante para a movimentação do presidente.

Cenário em São Paulo

A pesquisa também aponta a possibilidade de o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) conquistar a reeleição já no primeiro turno na disputa pelo governo paulista. Para Albuquerque, esse resultado poderia deixar Lula sem palanque no segundo turno, mas também abrir uma possibilidade de vantagem sobre Flávio Bolsonaro.

A avaliação é que parte dos eleitores de Tarcísio poderia deixar de votar em um eventual segundo turno, o que reduziria a votação de Flávio. O professor também considera que Lula não deveria priorizar a eleição de João Campos ao governo de Pernambuco, porque a disputa presidencial no estado já estaria ganha.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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