Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Pesquisa do Unicef identifica falhas no apoio às famílias para educar sem violência

Levantamento ouviu 214 pessoas no Rio de Janeiro, Recife e Manaus e aponta desconhecimento da Lei Menino Bernardo.

Pesquisa do Unicef identifica falhas no apoio às famílias para educar sem violência

A falta de orientação para lidar com birras e estabelecer limites aparece entre os principais desafios enfrentados por famílias, segundo um levantamento do Unicef. A pesquisa também identificou dificuldades de acesso a serviços públicos e pouca capacitação de profissionais da rede de proteção para orientar sobre educação sem violência.

Divulgado nesta quinta-feira (24), o estudo ouviu 214 pais, cuidadores e lideranças comunitárias. Foram 123 participantes no Rio de Janeiro, 37 no Recife e 54 em Manaus. O levantamento aponta que muitas famílias ainda não reconhecem palmadas e chineladas como violência, associando essas práticas à disciplina.

Como a violência é percebida

A pesquisa indica que parte dos responsáveis diferencia a palmada do espancamento e entende que a violência só começa em situações consideradas mais graves. Para Luiza Teixeira, especialista de Proteção à Criança do Unicef no Brasil, essa percepção contribui para a naturalização da prática.

O estudo também aponta que a Lei Menino Bernardo, conhecida como Lei da Palmada, é pouco conhecida pelas famílias. Outro aspecto identificado é a adoção de medidas no calor da emoção durante as birras, seguida de arrependimento.

De acordo com o Unicef, a criação de crianças no Brasil ainda é tratada como uma questão privada. Essa visão contribui para que a comunidade permaneça em silêncio diante de situações de violência. A organização também aponta falta de preparo entre profissionais da rede de proteção.

Recomendações

Entre as medidas sugeridas estão o fortalecimento da prevenção, a ampliação do apoio aos profissionais da rede de proteção e o investimento em campanhas sobre maneiras de estabelecer limites sem agressão. As ações, segundo o estudo, devem usar diálogo adaptado às realidades dos territórios mais vulneráveis.

A psicóloga infantil Mara Gomes e a pedagoga Marília Paiva defendem acolhimento, limites e conversa. Para as profissionais, a primeira infância envolve intenso desenvolvimento emocional e cognitivo, período em que a criança ainda não dispõe de recursos suficientes para administrar sozinha as próprias emoções.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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