Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Esqueleto de mulher na China revela possível punição com amputação do nariz

Análise encontrou cortes cicatrizados no crânio e sepultamento de bruços, mas não confirmou o motivo da mutilação.

Esqueleto de mulher na China revela possível punição com amputação do nariz
Foto: Reprodução/Qian Wang, Faculdade de Odontologia da Universidade Texas A&M

Uma mulher enterrada na China há cerca de 700 anos teve parte do nariz amputada enquanto ainda estava viva. Cortes nos ossos da face e sinais de cicatrização indicam que ela sobreviveu por anos após a mutilação, possivelmente aplicada como punição.

O caso foi descrito no Journal of Archaeological Science: Reports. Os restos pertenciam a uma mulher que morreu entre 40 e 45 anos e viveu entre 1298 e 1404, período que inclui o fim da dinastia Yuan e o começo da dinastia Ming.

Evidências no crânio

Identificado como M318, o esqueleto foi encontrado no cemitério de Sanzhiyuan, em Sanmenxia, na província de Henan. O local passou por investigação antes da construção de um campus universitário.

Os pesquisadores verificaram que parte dos dois ossos nasais havia sido removida. Restava aproximadamente metade da ponte do nariz, enquanto outras estruturas ósseas próximas também apresentavam danos. A cicatrização das bordas e a formação de tecido ósseo novo indicam que a lesão ocorreu antes da morte.

A extensão do dano poderia ter afetado funções do nariz, como filtrar partículas e aquecer o ar inspirado. Também poderia ter alterado o movimento do lábio superior.

Posição do corpo

A mulher foi enterrada de bruços, com o rosto voltado para baixo. Essa foi a única ocorrência desse tipo entre 213 sepultamentos históricos analisados no cemitério. Havia poucos objetos funerários na sepultura, incluindo um grampo de cabelo de cobre.

Esse contexto levou a equipe a examinar registros históricos sobre mutilações usadas como punição. No fim da dinastia Yuan, o corte do nariz era previsto principalmente para determinados crimes ligados ao roubo de animais, como cavalos e gado.

Não é possível saber se a mulher cometeu algum crime. Os pesquisadores também avaliaram doenças, alterações congênitas, acidentes, outros traumas e casos históricos de automutilação como possíveis explicações.

Pelo padrão dos cortes, pela cicatrização e pelas características do sepultamento, os autores consideram a punição a hipótese mais provável, embora não possam comprová-la. Novas evidências poderão confirmar se o esqueleto representa o primeiro registro arqueológico conhecido na China dessa prática, documentada até então principalmente em textos históricos.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5