Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Graduação após os 25 anos cresce como opção para mudança de carreira

Dados do IBGE e do Censo da Educação Superior mostram avanço da formação universitária entre adultos e da modalidade EaD.

Graduação após os 25 anos cresce como opção para mudança de carreira
Foto: Dragos Condrea/iStock

A graduação passou a fazer parte de diferentes momentos da vida profissional, inclusive para quem decide estudar depois de anos de trabalho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 20,5% das pessoas com 25 anos ou mais tinham ensino superior completo em 2024. Em 2023, esse índice era de 19,7%.

A faculdade pode ser procurada por quem deseja mudar de área, buscar uma promoção, assumir novas responsabilidades ou retomar um projeto interrompido. A escolha também pode surgir quando o profissional identifica a necessidade de uma formação específica para continuar avançando na carreira.

Experiência profissional pode ser aproveitada

Nem todos conseguem iniciar o ensino superior logo depois do ensino médio. Trabalho, responsabilidades familiares, questões financeiras e dúvidas sobre a carreira podem adiar a entrada na faculdade.

Começar uma graduação aos 25, 35 ou 45 anos não significa necessariamente partir do zero. A experiência acumulada pode ajudar o estudante a relacionar os conteúdos acadêmicos com situações conhecidas do mercado de trabalho.

A mudança na dinâmica das profissões também aumentou a necessidade de atualização. Novas tecnologias, ocupações que não existiam anteriormente e transformações nos modelos de negócio fazem com que voltar a estudar passe a integrar o planejamento de parte dos trabalhadores.

Ensino a distância ganha espaço

O Censo da Educação Superior 2024 registrou 10.227.266 matrículas em cursos de graduação no Brasil. Desse total, 5.189.391 eram na modalidade de ensino a distância (EaD), o equivalente a 50,7%.

As matrículas em cursos a distância cresceram 5,6% entre 2023 e 2024. Na comparação com 2014, o aumento foi de 286,7%. No mesmo período, as matrículas presenciais recuaram 22,3%.

Os números mostram a presença central do EaD no ensino superior brasileiro, mas não indicam que a modalidade seja adequada para todos os estudantes ou cursos. Para quem trabalha em horário comercial, mora longe de centros educacionais ou tem uma rotina variável, a flexibilidade pode facilitar a organização dos estudos.

Essa flexibilidade, porém, não significa estudar menos. O aluno precisa acompanhar as disciplinas, cumprir prazos, realizar avaliações e reservar tempo para as atividades acadêmicas. Antes da matrícula, é importante verificar a matriz curricular, a estrutura oferecida, os canais de atendimento, a interação com professores e as eventuais atividades presenciais ou obrigatórias.

Como conciliar estudo e trabalho

O planejamento da faculdade precisa considerar uma rotina possível. Antes da matrícula, o estudante pode identificar os horários que realmente estarão disponíveis para as atividades acadêmicas e reservar períodos fixos para estudar.

Também é útil consultar o calendário acadêmico no início de cada período, antecipar semanas com provas e trabalhos e dividir tarefas longas em etapas menores. Acompanhar os prazos desde o começo ajuda a evitar o acúmulo de atividades.

Manter um espaço adequado para concentração, avisar pessoas próximas sobre os horários de estudo e revisar a agenda em semanas de maior demanda profissional ou familiar são outras medidas que podem facilitar a organização. Procurar orientação acadêmica ao identificar dificuldades também pode ajudar.

O planejamento deve permitir ajustes, já que mudanças de agenda são frequentes na vida adulta. Uma programação adaptável pode ser mais sustentável do que uma rotina rígida.

Escolha deve considerar objetivo e rotina

A decisão pelo curso deve partir do motivo que levou o estudante a voltar para a faculdade. Mudar de área, crescer na profissão atual e concluir um projeto interrompido são objetivos diferentes e podem exigir formações distintas.

Além da matriz curricular e da duração, é importante comparar a organização das disciplinas e as formas de avaliação. No EaD, a análise pode incluir os recursos digitais, os canais de atendimento, a interação com professores e colegas e a necessidade de comparecimento presencial.

A graduação, portanto, não está necessariamente concentrada no início da vida adulta. A experiência de trabalho pode servir de referência para compreender os conteúdos e identificar aplicações práticas. A escolha depende do objetivo profissional, do tempo disponível e da modalidade que melhor se adapta à rotina.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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