A Lua vai passar diante de Vênus nesta segunda-feira (14), escondendo o planeta por alguns instantes. O fenômeno é chamado de ocultação lunar e funciona, na prática, como um eclipse de Vênus. A ocultação não poderá ser observada do Brasil, mas os dois astros aparecerão próximos no céu depois do pôr do Sol.
O evento completo ocorrerá entre 6h26 e 10h42, no horário de Brasília, com duração de pouco mais de quatro horas. A faixa de visibilidade estará concentrada em partes da Europa, da África, do Oriente Médio e da Ásia.
Para um observador em São Paulo, Lua e Vênus poderão ser vistos das 18h08 às 20h52, quando desaparecerão no horizonte. A dupla estará na constelação de Virgem, a cerca de 36° acima do horizonte oeste, e poderá ser observada a olho nu ou com binóculos. Os dois objetos não estarão próximos o suficiente para caber no campo de visão de um telescópio.
Por que o fenômeno é visível em poucas regiões
Ocultações lunares atingem apenas uma pequena parte da superfície terrestre porque a Lua está muito mais perto da Terra do que os demais objetos celestes. Essa diferença provoca uma grande paralaxe: a posição aparente da Lua muda conforme o ponto de observação.
Entre dois locais em lados opostos da Terra, essa posição pode variar em até dois graus, o equivalente a quatro vezes o diâmetro da Lua cheia. Assim, um observador pode ver a Lua passar diante de Vênus, enquanto outro, em uma região diferente, enxerga os astros separados.
A Lua terá magnitude de -10.3, enquanto Vênus aparecerá com -4.5. Nessa escala, quanto menor o valor, mais brilhante parece o objeto. O Sol, por exemplo, tem magnitude aparente de -27.
A área de ocorrência inclui regiões em que Vênus desaparecerá atrás da Lua e outras onde será possível acompanhar seu reaparecimento. Fora dessa faixa, a ocultação não ocorrerá para o observador ou estará abaixo do horizonte. Em alguns pontos, o evento também poderá não ser visível porque o céu estará muito claro ou a Lua estará próxima do horizonte.







