Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Ação judicial questiona conversas entre rivais sobre ritmo de avanço da IA

Processo nos Estados Unidos afirma que manifestações públicas de executivos podem indicar coordenação anticompetitiva entre empresas de inteligência artificial.

Ação judicial questiona conversas entre rivais sobre ritmo de avanço da IA
Foto: Below the Sky/Shutterstock

Uma ação judicial apresentada na sexta-feira (18) questiona a atuação conjunta de Anthropic, OpenAI, SpaceXAI e Google em discussões sobre a velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia.

Os autores sustentam que a possível articulação entre concorrentes poderia contrariar as leis antitruste dos Estados Unidos. A ação afirma ainda que um ritmo de inovação abaixo do que ocorreria em um cenário competitivo teria impacto sobre o valor dos serviços de IA pagos pelos consumidores.

O processo foi movido por quatro pessoas que assinam planos pagos do ChatGPT, Claude, Grok ou Gemini. Os advogados dizem representar também um grupo nacional proposto, reunindo outros usuários dos mesmos serviços.

Declarações citadas no processo

Entre os episódios mencionados está uma publicação feita em 12 de setembro por Dario Amodei, CEO da Anthropic. Ele defendeu que empresas do setor cooperassem para reduzir a velocidade dos avanços da IA enquanto fossem adotadas medidas de segurança mais robustas.

As respostas vieram publicamente na mesma data. Sam Altman, CEO da OpenAI, Elon Musk, CEO da SpaceXAI, e Demis Hassabis, cofundador e presidente do Google DeepMind, manifestaram concordância com a proposta de Amodei.

A ação não questiona pedidos das empresas ao Congresso, à Casa Branca ou a outros órgãos do governo para criar regras para a inteligência artificial. Também não se opõe especificamente à possibilidade de solicitar uma isenção das leis antitruste. O alvo apontado pelos autores é a coordenação entre concorrentes para desacelerar o progresso tecnológico.

Amodei já havia reconhecido que sua proposta poderia levantar dúvidas relacionadas à legislação antitruste. Na avaliação dele, o governo dos Estados Unidos poderia mediar ou facilitar negociações entre os laboratórios e conceder uma autorização limitada para conversas específicas sobre segurança.

Altman afirmou que a OpenAI apoia uma estrutura federal com exigências uniformes de segurança. Segundo ele, a empresa não precisa aguardar uma nova lei ou uma isenção antitruste para começar a trabalhar nessa estrutura.

Posição do governo

Donald Trump rejeitou publicamente pedidos de regulamentação e declarou que tentativas de limitar a tecnologia fazem parte de uma “conspiração doentia”. Neste sábado (19), o presidente disse que está formando uma força-tarefa de IA e que pretende nomear um “czar da IA”, sem apresentar muitos detalhes.

O governo também defende que os laboratórios americanos avancem diante da concorrência chinesa. Em uma audiência recente no Senado, o senador Josh Hawley, republicano do Missouri, rejeitou a concessão de uma isenção antitruste às grandes empresas de tecnologia, argumentando que isso poderia favorecer acordos entre rivais e diminuir a competição.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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