Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Anthropic suspende usos do Claude em vigilância, armas e pesquisas biológicas

Empresa diz ter interrompido operações apoiadas por China, Irã e Mali e bloqueado outros usos considerados indevidos do modelo.

Anthropic suspende usos do Claude em vigilância, armas e pesquisas biológicas
Foto: Mehaniq/Shutterstock

A Anthropic bloqueou operações que utilizavam o Claude em atividades de vigilância apoiadas pelos governos da China, do Irã e do Mali. A empresa também interrompeu tentativas de desenvolver armas, pesquisas biológicas cuja finalidade não estava clara e golpes românticos online.

Os casos foram detectados entre janeiro e julho. Entre as atividades identificadas estavam a localização de pessoas em redes sociais, o monitoramento de dissidentes e minorias que vivem no exterior e a criação de software para coleta de inteligência.

Dados usados para aprimorar outros modelos

A empresa acusou desenvolvedores chineses de usar o Claude de maneira enganosa. Eles produziam respostas para consultas de usuários e aproveitavam os dados para melhorar seus próprios sistemas por meio da chamada destilação.

A técnica consiste em usar um modelo de inteligência artificial para treinar outro. Conforme a Anthropic, desenvolvedores chineses já tinham sido acusados anteriormente de aplicar esse método sem autorização.

Grupos e pesquisas citados

As operações de vigilância tinham como alvos comunidades que, segundo a Anthropic, são historicamente perseguidas pelos governos envolvidos. Entre elas estão ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e opositores do regime iraniano que vivem fora do país.

Em um dos casos, pessoas no Irã criaram um método para identificar indivíduos a partir de suas contas em redes sociais. No Mali, um contratado que atuava para autoridades de segurança nacional usou o Claude “para projetar o software subjacente que permitiu a coleta de inteligência”.

A Anthropic também relatou estudos sobre o vírus chikungunya, uma cepa “altamente patogênica” de gripe aviária e uma família de vírus que inclui varíola e mpox. Venenos e outras toxinas apareceram na lista de pesquisas bloqueadas.

A intenção dos envolvidos não foi esclarecida, e a empresa não divulgou suas identidades. “As pessoas envolvidas nesses estudos de caso são cientistas. Não afirmamos que tivessem a intenção de causar danos”, afirmou o relatório da Anthropic. A companhia disse ter encerrado as operações após identificar o uso indevido de seus modelos.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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