Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

ONU cobra regras globais diante dos riscos do avanço da inteligência artificial

Volker Türk afirma que governos e empresas precisam agir para proteger direitos humanos e reduzir riscos associados à IA.

ONU cobra regras globais diante dos riscos do avanço da inteligência artificial
Foto: Mer_Studio/Shutterstock

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu medidas urgentes para regulamentar a inteligência artificial diante do avanço acelerado dos sistemas mais avançados. Para ele, a disputa por tecnologias cada vez mais poderosas ameaça direitos fundamentais e pode afetar diferentes áreas da vida em sociedade.

Türk defende que governos e empresas trabalhem na criação de estruturas multilaterais. Entre as preocupações apresentadas estão ameaças aos direitos humanos, incluindo o direito à vida; riscos para as futuras gerações; concentração das decisões em poucas empresas; e a necessidade de responsabilizar os principais desenvolvedores, especialmente nos Estados Unidos e na China.

Executivos defendem cautela

A velocidade do desenvolvimento da IA também preocupa líderes do setor tecnológico nos Estados Unidos. Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu no sábado uma desaceleração para que os riscos ligados às novas capacidades da tecnologia sejam avaliados com mais profundidade. A posição recebeu apoio público de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk.

A ideia, porém, não é unânime. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a postura dos empresários em uma publicação na rede Truth Social. “O único que está feliz com isso é a China”, escreveu.

Na China, o chefe da inteligência do país alertou no domingo que a IA pode ameaçar a segurança nacional. Segundo ele, o risco também existe caso potências estrangeiras usem a tecnologia para desestabilizar o país.

Em um comunicado, Türk afirmou: “Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”. O alto comissário já havia levado a preocupação ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em 7 de setembro. Na ocasião, indicou que a inteligência artificial poderia representar um risco existencial para a humanidade. Agora, ele pede medidas imediatas para conter os perigos associados à tecnologia.

A ONU também aponta a dependência de um grupo reduzido de empresas nas decisões sobre o desenvolvimento da IA. Para Türk, os principais desenvolvedores precisam assumir responsabilidade diante dessa concentração de poder.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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