A memória pode ocupar uma parcela maior do custo de produção de smartphones caso os preços negociados entre Apple e Samsung se confirmem. A Apple teria aceitado uma nova proposta da fabricante sul-coreana para comprar DRAM por cerca de US$2 por Gb e NAND por US$0,33 por Gb a partir do ano que vem.
A informação foi divulgada no X pelo perfil Semiconductor Insider e corroborada pelo DigiTimes. Os valores indicam alta de 30% a 40% na comparação com os preços do terceiro trimestre de 2026.
Memória já pesa mais no iPhone 18 Pro
Dados da TrendForce mostram que a participação da memória no custo dos componentes do iPhone 18 Pro subiu de 10% para 34% em um ano. Mesmo com esse aumento, a Apple elevou o preço dos aparelhos em apenas US$100, absorvendo parte da alta nos custos.
A estimativa é que a memória represente 40% do custo dos componentes do iPhone 18 Pro já no primeiro semestre de 2027. A sigla BOM corresponde à estrutura de produtos, enquanto DRAM significa memória dinâmica de acesso aleatório.
Efeito sobre fabricantes menores
A Apple está entre as maiores compradoras de memória do mundo. Por isso, a adoção desses valores pode influenciar o preço do componente para outras empresas, especialmente as que fabricam aparelhos de entrada e trabalham com margens de lucro menores.
Nesse cenário, fabricantes de smartphones também enfrentam a concorrência de grandes empresas de tecnologia e provedores de serviços de nuvem. Impulsionadas pela demanda por IA, essas companhias estão cada vez mais dispostas a comprar antecipadamente grandes quantidades de memória.
O aumento da participação da memória no custo do iPhone 18 Pro é apresentado como um exemplo de como a alta pode afetar a composição dos aparelhos. Para empresas com menor margem, absorver reajustes semelhantes em larga escala seria mais difícil, caso a tendência de elevação dos preços continue.







