NOVA YORK — A Apple Fifth Avenue foi alvo de um protesto antes da abertura para o lançamento dos iPhones 18 Pro. A manifestação foi organizada pela Heat Initiative, entidade de defesa da segurança infantil que cobra da empresa medidas contra a circulação de material de abuso sexual infantil.
Vans com telas instaladas nas laterais exibiram mensagens críticas à Apple nos arredores da loja. A organização também direcionou as cobranças a John Ternus, diretor-executivo da empresa.
Entre as medidas solicitadas pela Heat Initiative estão a criação de ferramentas no Mensagens (iMessage) para que crianças e responsáveis denunciem imagens inapropriadas e situações nocivas; a garantia de que crianças tenham acesso apenas a aplicativos seguros e adequados à faixa etária; e o fim do armazenamento, no iCloud, de imagens e vídeos já identificados como material de abuso sexual infantil.
Sarah Gardner, CEO da Heat Initiative, já havia criticado o encerramento da análise de fotos usada para combater a disseminação de pornografia infantil. O recurso era questionado por dúvidas relacionadas à privacidade dos usuários.
O lançamento dos novos iPhones ocorreu sem alterações e contou com a presença de Ternus.
Greve em lojas da Itália
Na Itália, funcionários de lojas da Apple entraram em greve nesta sexta-feira. O movimento atingiu mais de 17 unidades e cerca de 1.600 trabalhadores. A paralisação foi convocada pelos sindicatos Filcams CGIL, Fisascat CISL e Uiltucs.
Em comunicado, um porta-voz da Apple afirmou que as lojas físicas e online permaneceriam abertas durante o lançamento. “Nossas lojas físicas e online estão abertas hoje, e estamos animados para receber nossos clientes como de costume”, disse.
Os sindicatos pedem uma estrutura mais consistente para os dias de lançamento, com contratação de mais funcionários, efetivação de trabalhadores temporários e possibilidade de pessoas em regime de meio período fazerem horas adicionais.
Nicholas Pezze, representante sindical da Filcams CGIL, afirmou que a data foi escolhida para chamar atenção às reivindicações dos trabalhadores. A Apple respondeu destacando benefícios oferecidos aos empregados, como cobertura médica, odontológica e oftalmológica privada, além de um programa de apoio à saúde mental e ao bem-estar.







