Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Adolescentes são maioria entre investigados por grupos ligados à morte de menina

Seis adolescentes foram apreendidos em operação que investigou grupos fechados suspeitos de incentivar violência e suicídio.

Adolescentes são maioria entre investigados por grupos ligados à morte de menina

A maioria das pessoas identificadas na investigação sobre a morte de uma menina de 13 anos participava de grupos virtuais fechados e tinha menos de 18 anos. Seis adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, foram apreendidos. Um adulto também foi identificado.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para apurar suspeitas de “escravidão digital” e indução ao suicídio. A menina morreu após um ato transmitido nas redes. O caso também levou à adoção de medidas relacionadas à plataforma Discord.

Como funcionavam os grupos

Chamados de “panelas”, os grupos aceitavam novos integrantes somente por convite. Segundo a polícia, havia administradores, recrutadores e moderadores que incentivavam automutilação, violência e suicídio. As comunidades disputavam reconhecimento entre si: quanto mais extremo fosse o conteúdo produzido, maior seria o “hype”, expressão usada pelos participantes para definir esse reconhecimento.

A aproximação começava em redes sociais e plataformas de conversa. Os investigados usavam perfis falsos e, em alguns casos, fingiam ter a mesma idade ou o mesmo sexo das pessoas abordadas. Depois de conquistar a confiança dos alvos, faziam o convite para os grupos.

A recusa poderia resultar em chantagem, manipulação psicológica e coerção. Para intimidar as vítimas, os investigados usavam fotos, nomes e telefones de familiares. Os seis adolescentes apreendidos tinham funções na administração das comunidades e na execução de intimidações e pressão psicológica, conforme os investigadores.

Operação e manifestação do Discord

A ação ocorreu nesta terça-feira (15), com seis medidas cautelares de busca e apreensão de adolescentes e seis mandados de busca e apreensão em residências. As diligências foram realizadas na Bahia, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

O Ministério da Justiça informou que o planejamento exigiu ações simultâneas nos cinco estados para evitar alertas na internet e a destruição de provas digitais. A operação teve a participação do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas) do ministério.

A análise de celulares, computadores e outras mídias apreendidas na primeira fase permitiu identificar novos envolvidos. Entre eles, segundo os investigadores, está uma pessoa que dizia ser amiga da menina morta em julho. Parte das possíveis vítimas não havia contado aos pais sobre as ameaças.

O Discord afirmou que exige idade mínima de 13 anos e oferece a Central da Família. A empresa disse que o caso envolveu várias plataformas e que evidências entregues às autoridades indicam que a morte ocorreu em outra plataforma. Segundo a empresa, o servidor privado investigado foi desativado antes da morte da adolescente.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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