A psicopedagoga Cíntia Silva defende que crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista recebam acompanhamento individualizado, com atividades adaptadas às características e ao ritmo de cada estudante. Para ela, o uso de jogos e estratégias lúdicas pode tornar a aprendizagem mais significativa.
Silva trabalha há mais de 25 anos como professora e atualmente atua no acompanhamento escolar inclusivo. Nesse trabalho, prepara as aulas considerando as necessidades, as potencialidades, o desenvolvimento e a forma de aprender de cada aluno.
Conteúdo adaptado
Uma das estratégias utilizadas é transformar os conteúdos escolares em uma linguagem que faça sentido para a criança. A adaptação leva em conta a idade, o desenvolvimento neurológico e a realidade escolar do estudante.
Além dos conteúdos ajustados, a psicopedagoga utiliza jogos, atividades lúdicas e outras estratégias personalizadas. O objetivo é facilitar a compreensão e estimular o interesse pelo aprendizado, tornando as aulas mais leves e divertidas.
“Cada aluno é único”, afirmou Cíntia Silva ao explicar a necessidade de preparar as atividades de acordo com as características individuais.
Autonomia e confiança
A escolha pelo acompanhamento escolar inclusivo está ligada ao desejo de oferecer um ensino voltado às necessidades de cada criança. Segundo Silva, em uma sala de aula regular, o professor precisa atender muitos alunos ao mesmo tempo, cumprir metas e lidar com outras responsabilidades, o que pode limitar o acompanhamento individual.
No atendimento personalizado, ela consegue adaptar cada atividade e respeitar o ritmo do aluno. A proposta também busca desenvolver as habilidades necessárias para que a criança alcance seus objetivos na escola.
Para a psicopedagoga, o principal objetivo é ajudar cada criança a perceber que é capaz de aprender. O trabalho procura desenvolver autonomia, confiança e segurança, sempre respeitando o tempo do estudante. “Quero que ela desenvolva autonomia, confiança e segurança, sempre no seu próprio ritmo”, disse.







