Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Avante propõe isenção de tributos para medicamentos e dispositivos médicos

Representante de Augusto Cury criticou a reforma tributária e apresentou prioridades para os primeiros 100 dias de governo na saúde.

Campanha de Cury defende que “saúde não deve ser tributada”

A candidatura presidencial de Augusto Cury (Avante) defende isenção tributária para medicamentos, equipamentos e dispositivos médicos. A proposta foi apresentada por Paula Távora, representante da campanha, durante o Fórum Saúde, Diálogo e Desenvolvimento, realizado nesta 5ª feira (24.set.2026), em São Paulo.

Segundo Távora, a candidatura pretende buscar uma alíquota zero para os itens de saúde. “No nosso entendimento, saúde não deve ser tributada”, afirmou. Ela também criticou o modelo previsto na reforma tributária.

A legislação estima redução de 60% nas alíquotas de IBS e CBS para medicamentos em geral e estabelece alíquota zero para produtos específicos. Para dispositivos médicos, estão previstos tratamentos tributários diferentes conforme os produtos e as operações.

A representante afirmou que a candidatura não concorda com a proposta e questionou a clareza das regras, que, conforme declarou, serão aplicadas daqui a 3 meses. Ela comparou a cobrança sobre dispositivos médicos ao IPVA e criticou a incidência de tributos na compra, no uso e na troca desses produtos.

Prioridades na saúde

Questionada sobre as 3 prioridades da candidatura para os primeiros 100 dias de governo, Távora citou a ampliação da atenção primária em municípios pequenos e regiões remotas. A proposta inclui mapear e estruturar unidades de saúde.

O segundo eixo é a prevenção de doenças oncológicas com base no modelo do Hospital de Amor, em Barretos (SP), instituição mencionada como referência em prevenção e diagnóstico do câncer. “Nós queremos copiar, colar e instalar esse modelo na prevenção de doenças oncológicas”, disse.

A terceira frente é a saúde mental, com atenção à neurodivergência e à integração entre saúde e educação. A campanha também citou a longevidade e defendeu políticas voltadas à funcionalidade da população idosa.

SUS, emendas e doenças raras

Sobre o financiamento do SUS, Távora afirmou que o principal problema está na gestão, e não na falta de recursos. A candidatura propõe mudanças na distribuição e no acompanhamento do dinheiro público destinado à saúde.

Para as emendas parlamentares, a ideia é criar sistemas de governança que obriguem os parlamentares a justificar a destinação dos recursos e a prestar contas dos resultados.

Na judicialização da saúde, a proposta é criar, no Ministério da Saúde, um departamento específico para doenças raras, com orçamento separado para enfermidades preveníveis ou não.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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