Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Durabilidade e versatilidade ganham espaço nas escolhas de moda

Consumidores passam a avaliar resistência, combinações possíveis e valor de revenda antes de comprar roupas novas.

Durabilidade e versatilidade ganham espaço nas escolhas de moda

A durabilidade, a qualidade e a possibilidade de combinar uma mesma roupa em diferentes ocasiões passaram a pesar mais nas decisões de compra. Em vez de considerar apenas o preço e as tendências, consumidores avaliam se a peça continuará útil ao longo do tempo.

O modelo de fast fashion se consolidou nas décadas de 1990 e 2000 com roupas produzidas em grande escala, baixo custo e rapidez para acompanhar novidades. A expansão de empresas digitais, como a Shein, intensificou esse ritmo, com milhares de peças novas produzidas diariamente.

Para Aluizio Freitas, diretor da Sigbol Escola de moda e costura, o preço baixo não representa necessariamente economia. “O consumidor começa a perceber que uma peça barata nem sempre é uma compra econômica”, afirma. Problemas de caimento, costura e uso limitado podem elevar o custo real da roupa, enquanto peças bem construídas podem permanecer no guarda-roupa por anos.

O que define uma peça durável

A resistência de uma roupa depende de decisões tomadas antes de ela chegar às lojas. Modelagem, tecido, costura, acabamento e construção influenciam tanto a aparência quanto a conservação do item.

A modelagem contribui para o caimento e pode permitir diferentes formas de uso. O tecido interfere na resistência e na manutenção. Costuras reforçadas, acabamento interno e aviamentos de qualidade também ajudam a prolongar a vida útil da peça.

A professora de moda Elizângela Gomes explica que a durabilidade não depende somente de um material resistente. “A modelagem precisa ser pensada, o tecido precisa conversar com a proposta e a costura e os acabamentos precisam garantir que a roupa suporte o uso ao longo do tempo”, diz.

Mais combinações e mercado de revenda

Roupas que atravessam temporadas e estilos ganharam espaço na montagem dos guarda-roupas. Uma camisa pode ser usada no trabalho ou em produções casuais e sofisticadas. Blazers e saias também podem mudar de aparência conforme os acessórios, calçados e sobreposições.

A indústria acompanha esse movimento com a expansão dos brechós físicos e online. A ideia é que determinadas peças preservem valor e versatilidade mesmo depois da primeira compra. Em relatório de 2025, a plataforma The RealReal informou que 47% dos consumidores já consideravam o valor de revenda antes de adquirir uma roupa nova.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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