Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro muda discurso religioso após acusar CNBB sem apresentar provas

Senador atacou a CNBB e depois passou a usar a imagem de Nossa Senhora Aparecida na campanha presidencial.

ACREDITA NELE? Flávio Bolsonaro ataca Igreja Católica e segura Nossa Senhora pra conseguir votos

Flávio Bolsonaro passou a usar a imagem de Nossa Senhora Aparecida em sua comunicação política depois de acusar integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar o PT a disseminar uma suposta informação falsa contra sua candidatura. A acusação foi feita sem apresentação de provas, e a entidade negou participação no episódio.

A mudança de discurso ocorreu após o senador atacar a Igreja Católica e afirmar, no domingo (27), que pessoas de dentro da CNBB teriam contribuído para espalhar a informação. Em nota, a entidade disse que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas às eleições. Também afirmou que acusações sem fatos ou provas atingem injustamente a instituição.

A CNBB declarou que “a mentira não se combate com outra mentira” e negou fazer parte de estruturas político-partidárias.

Polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida

A controvérsia ganhou força após uma declaração feita por Flávio em agosto. Na ocasião, ele afirmou que, se fosse eleito presidente, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

Depois que começou a circular a informação de que o candidato poderia apoiar a retirada do título de Padroeira do Brasil, Flávio negou a existência de qualquer projeto com esse objetivo e classificou o conteúdo como fake news.

O projeto de lei associado a parte da confusão havia sido apresentado em 2007 e arquivado em 2008. A informação inicialmente divulgada sobre o assunto foi corrigida.

Apesar das negativas, a imagem de Nossa Senhora Aparecida passou a integrar a disputa eleitoral. O símbolo religioso foi usado na comunicação do candidato enquanto ele se apresentava como defensor da fé cristã e respondia aos efeitos políticos da controvérsia.

Acusações e rejeição em São Paulo

Em uma declaração sobre a CNBB, Flávio disse que a suposta informação falsa teria sido potencializada pelo PT e compartilhada por Janja, Simone Tebet e integrantes da esquerda. O candidato não apresentou documentos, nomes ou evidências para sustentar a acusação contra pessoas ligadas à entidade.

A agenda de campanha no Brás, em São Paulo, também teve manifestações de rejeição ao senador. Na segunda-feira (28), um gerador instalado em um carro de som pegou fogo por volta das 11h10, durante um ato. O incêndio ocorreu enquanto Ricardo Nunes discursava e antes da chegada de Flávio ao local. O equipamento foi substituído para a continuidade da campanha.

Flávio também foi recebido com vaias no Centro de São Paulo, aos gritos de “fariseu” e “mentiroso”.

A sequência dos episódios colocou a religião no centro da estratégia eleitoral do candidato na reta final da campanha. De um lado, houve ataques à CNBB e acusações contra integrantes da Igreja; de outro, a utilização da imagem de Nossa Senhora Aparecida para reforçar sua comunicação política.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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