Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Viagens e negócios aproximam Flávio Bolsonaro de Willer Tomaz e Daniel Vorcaro

Senador viajou em jato ligado ao banqueiro e usou imóvel comprado por empresa de advogado investigado no caso do INSS.

Flávio Bolsonaro não vale uma palavra que diz ou cala
Foto: Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro viajou dos Estados Unidos para Brasília em um jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, em 19 de janeiro de 2025. Estavam no voo a mulher do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz.

A aeronave, de prefixo PP-NLR, era operada pela Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços, empresa do grupo Prime You. Vorcaro era um dos sócios da Prime You, que já possuía uma das três cotas do avião quando ocorreu a viagem. Tomaz confirmou ser proprietário de outra cota.

O advogado já foi preso no caso da JBS e é investigado no esquema de desvios bilionários do INSS. Ele também acompanhou Flávio em outras viagens, entre elas uma ida à África do Sul, em março de 2025. Antes do retorno ao Brasil, os dois passaram a noite no Hard Rock Hotel & Casino, na Flórida.

A relação entre os dois também envolveu um imóvel usado por Flávio durante uma campanha em São Paulo. O apartamento havia sido comprado por uma empresa de Tomaz de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. A negociação ocorreu com deságio de 2 milhões de reais.

Negócios ligados ao jato

Um relatório da Polícia Federal registrou que cada participação de 33,33% na aeronave valia 5,5 milhões de dólares em maio de 2025. Naquele período, a Prime You negociava a transferência de sua cota para o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A operação não foi concluída.

Flávio também negou ter enviado a Vorcaro um áudio no qual pediria dinheiro para financiar um filme sobre o pai. O conteúdo se tornou público no dia seguinte à negativa. Ele prometeu apresentar explicações em 30 dias, mas ainda não prestou contas.

O senador é investigado pelo STF por corrupção passiva e ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Faltavam 10 dias para o primeiro turno quando essas relações voltaram a ser associadas à campanha presidencial.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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