Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Robson Calixto foi condenado por organização criminosa e intermediou emenda

Ex-assessor de Domingos Brazão, Robson Calixto foi condenado pelo STF e negociou verba para um projeto esportivo ligado à entidade Ifop.

Quem é Robson Calixto, o miliciano que cobrou emenda de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

Robson Calixto da Fonseca, conhecido como “Peixe”, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro de 2026 a 9 anos por organização criminosa armada. Ex-assessor de Domingos Brazão, ele é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais interlocutores dos irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.

Calixto também intermediou um pedido de emenda parlamentar destinado ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro. A verba, de R$ 199.999,79, foi negociada entre outubro e novembro de 2023 para um projeto esportivo de futebol infantil ligado à entidade Ifop, na Taquara, na Zona Oeste do Rio.

Atuação no caso Marielle

Segundo as investigações da PF, Robson Calixto fazia a intermediação entre Domingos e Chiquinho Brazão e integrantes da milícia. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que ele era homem de confiança dos irmãos e transmitia ordens, além de ajudar a manter a lealdade do grupo criminoso.

Na delação premiada de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco e Anderson Gomes, Calixto é apontado como a pessoa que o apresentou aos mandantes do crime. Lessa também relatou que “Peixe” providenciou a submetralhadora HK MP5 usada nos assassinatos.

Pedido de emenda

Enquanto as investigações sobre o caso Marielle estavam em curso, em 2023, Calixto entrou em contato com Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado Federal. O contato da assessora estava salvo no celular apreendido pela PF como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

A emenda foi destinada ao projeto ligado à Ifop, na Taquara, área descrita nas investigações como de influência de milícias. Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que o recurso foi executado dentro da legalidade. De acordo com a manifestação, a entidade apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores que não foram utilizados.

A defesa também declarou que a responsabilidade pela aplicação dos recursos era da entidade beneficiária, e não do parlamentar. A emenda parlamentar permite que senadores e deputados federais indiquem recursos do orçamento da União para projetos e obras em suas bases eleitorais, em áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e cultura.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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