Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Polícia Civil conclui investigação sobre jovem encontrado em mala em Florianópolis

Alberto Pereira de Araújo teria sido morto após desentendimentos e temor de que revelasse crimes ligados a esquema de rufianismo.

Polícia Civil conclui investigação sobre jovem encontrado em mala em Florianópolis
Foto: Lucas Amorelli, Arquivo DC

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, cujo corpo foi encontrado em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis. O cadáver foi localizado em 28 de dezembro de 2025, e a conclusão do caso ocorreu na quinta-feira (9).

A investigação aponta que o homicídio teria sido motivado por desentendimentos entre Alberto e um dos envolvidos. Também havia o receio de que o jovem procurasse a polícia para relatar atividades criminosas relacionadas a um esquema de rufianismo, prática que envolve obter lucro com a prostituição de outra pessoa.

Indiciamentos e prisões

Duas pessoas foram indiciadas por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Elas também respondem por ocultação de cadáver e rufianismo. Os investigados apontados como participantes do assassinato já estão presos por causa da morte da corretora Luciani Estivalet de Freitas.

Matheus Vinicius Silveira Leite foi indiciado pela morte de Alberto. Ele também responde pela morte de Luciani e era procurado desde 2022 por um homicídio em Laranjal Paulista, no estado de São Paulo.

Uma terceira pessoa, que teve a prisão temporária decretada inicialmente, foi indiciada somente por rufianismo. Conforme a Polícia Civil, não foram encontrados elementos seguros que atribuíssem a ela participação no homicídio ou na ocultação do cadáver.

Dinâmica do crime

De acordo com Alex Bonfim, delegado da Delegacia de Homicídios da Capital, Alberto exercia diversas funções no esquema de rufianismo, cujas atividades funcionavam em um imóvel nos Ingleses. “Alberto ajudaria nas pequenas coisas do dia a dia”, afirmou.

Usando a relação de confiança entre Alberto e os demais envolvidos, um dos investigados o levou ao imóvel que havia sido usado nas atividades de rufianismo. O jovem foi morto no local.

Depois do assassinato, o corpo foi desmembrado e passou por procedimentos para dificultar a identificação. Os restos mortais foram colocados em uma mala e em sacolas, abandonadas no costão da Praia do Santinho.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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