Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Mapa de rádio revela estruturas da Via Láctea e reúne trabalho de físico brasileiro

Gabriel Hoerning, formado pela Udesc, participou da criação de uma representação da galáxia a partir de dados de 35 mapas.

Mapa de rádio revela estruturas da Via Láctea e reúne trabalho de físico brasileiro

Um novo mapa da Via Láctea reúne observações de diferentes telescópios para mostrar, em ondas de rádio, como a galáxia se apresenta a partir da Terra. O trabalho contou com a participação do físico Gabriel Hoerning, formado pela Udesc, em Joinville, e pode ser usado para investigar fenômenos como a morte de estrelas e sinais ligados ao início do Universo.

A representação foi construída com dados de 35 mapas, combinados em uma análise estatística. A equipe trabalha com observações do céu no Hemisfério Norte, mas precisou incorporar levantamentos de outros telescópios para produzir uma visão mais ampla. O mapa foi elaborado em uma frequência de aproximadamente 5 GHz, uma faixa de rádio que não pode ser percebida diretamente pelos olhos humanos.

Como o mapa mostra a galáxia

Como a Terra está dentro da Via Láctea, o resultado não é uma fotografia da galáxia vista de fora. As cores indicam a intensidade do brilho: áreas mais próximas do vermelho são mais brilhantes, enquanto as azuis apresentam menor emissão. A faixa central corresponde ao disco principal, onde estão as estrelas e o sistema solar.

Fora desse disco, o mapa também mostra estruturas que podem ajudar em novas pesquisas. Entre elas está o Arco Polar Norte, interpretado pelos pesquisadores como o rastro deixado por uma estrela próxima ao sistema solar que morreu em uma supernova. A estrutura é descrita como uma grande bolha brilhante em ondas de rádio.

Participação na pesquisa

Gabriel concluiu a graduação no fim de 2020 e início de 2021 e depois se mudou para São Paulo para fazer mestrado no Instituto de Física da USP. O contato com pesquisadores da Inglaterra levou à candidatura ao doutorado na Universidade de Manchester, onde foi aceito. Desde 2023, ele integra a colaboração internacional responsável pelo desenvolvimento do mapa.

A representação também pode contribuir para o estudo da radiação cósmica de fundo, uma luz produzida quando o Universo ainda era muito jovem. Para analisar essa radiação, os astrônomos precisam identificar e remover a emissão da própria galáxia.

O mapa usado anteriormente havia sido produzido em 1984. Gabriel afirma que o novo trabalho é mais limpo e nítido e que provavelmente será utilizado como referência por pelo menos 10 anos.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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