Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Mil Guitarras reúne arte e memória de Victor Jara em São Paulo

Encontro chega à 9ª edição com música, dança, poesia, artes visuais e feira no Espaço Cultural Elza Soares.

A memória de Victor Jara será celebrada com música, dança, poesia, artes visuais e uma feira de livros, artesanato e gastronomia no próximo sábado (19), em São Paulo. A 9ª edição das Mil Guitarras para Victor Jara será realizada no Espaço Cultural Elza Soares, das 12h às 20h.

O encontro também propõe manter aberto o caminho construído por artistas que associaram produção cultural e participação social. A programação inclui diferentes linguagens e, segundo Katia Teixeira, pode envolver ainda áreas como agroecologia, dança e artes visuais.

“Aqui no Brasil, a gente elegeu cantar a memória do Victor e a memória de todos esses autores que vieram antes da gente e abriram caminho”, afirmou Katia, idealizadora e coordenadora do Movimento de Artes e Saberes Dércio Marques, o Dandô.

A trajetória de Victor Jara

Chileno ligado à música, ao teatro e à dança, Jara também participou da resistência à ditadura estabelecida no Chile depois do golpe militar, há 53 anos. Ele era filiado ao Partido Comunista Chileno e foi morto em 16 de setembro, poucos dias depois do golpe liderado pelo general Augusto Pinochet e apoiado pelos Estados Unidos.

Para o sociólogo Francisco Prandi, a obra do artista estava conectada à própria experiência. “Ele era esse artista completo, um cara que tinha uma origem camponesa, cantava as coisas do campo, do trabalho, do cotidiano”, disse.

Prandi também afirmou que Jara rejeitava a definição de seu trabalho como canto de protesto, pois entendia que os artistas cantavam sobre aquilo que viviam e observavam. Na avaliação do sociólogo, a punição ao músico buscava intimidar quem tentasse construir uma cultura popular com capacidade de organização.

A cantautora chilena e mobilizadora cultural Cecília Concha também participou das discussões sobre o significado do artista e da atividade. Para Prandi, preservar essa memória é uma responsabilidade coletiva em um período marcado por fascismo e autoritarismo.

O Espaço Cultural Elza Soares fica na Alameda Eduardo Prado, 460, em Campos Elísios, São Paulo.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5