Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Museu de Jaraguá do Sul expõe objetos retirados de cápsula de 1976

Arca do Centenário guardou 35 itens por mais de 50 anos e foi aberta durante as comemorações dos 150 anos do município.

Museu de Jaraguá do Sul expõe objetos retirados de cápsula de 1976

O Museu Emílio da Silva abriu ao público uma exposição com objetos retirados de uma cápsula do tempo enterrada em 1976. A caixa foi aberta em julho de 2026, durante as comemorações dos 150 anos de Jaraguá do Sul, e reúne 35 itens, além de cinco jornais da época.

A exposição começou oficialmente nesta quarta-feira (16). Entre os materiais preservados estão brasões de Jaraguá do Sul, moedas, botões, um chaveiro do centenário, uma caneta azul, um mini chapéu de nylon azul, tecidos estampados, uma régua e um disco de vinil com o Hino de Jaraguá do Sul.

A caixa, chamada Arca do Centenário, foi enterrada quando a população comemorava o centenário da cidade. Segundo a prefeitura, parte dos objetos foi preservada apenas parcialmente e alguns materiais não puderam ser recuperados.

A mostra ficará inicialmente por cerca de 45 dias no primeiro piso do museu. Depois, será transferida para o piso superior e incorporada de forma definitiva ao acervo. “Cada objeto preservado constitui um fragmento daquele momento histórico”, afirmou Ivana Cavalcanti, coordenadora do Museu Emílio da Silva.

Abertura e conservação

A abertura da arca revelou que o compartimento havia sido invadido por água. Durante o procedimento, o líquido vazou por um furo, e a caixa precisou ser virada para permitir o escoamento e o manuseio da lona que protegia os itens.

A historiadora Silvia Regina Toassi Kita avaliou que obras realizadas no local onde a caixa estava enterrada podem ter contribuído para os danos. “Danificou bastante na realidade, né?”, disse. Mesmo assim, foi possível recuperar parte do conteúdo e prepará-lo para a exposição.

A equipe técnica da Prefeitura de Jaraguá do Sul adotou procedimentos específicos e utilizou equipamentos de proteção porque havia possibilidade de microrganismos no interior da caixa. Também foram feitos o inventário inicial, o diagnóstico do estado de conservação e medidas para estabilizar os materiais mais sensíveis.

A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h30. Aos sábados, o atendimento será das 9h às 12h. O museu também oferece agendamento monitorado para grupos restritos e escolas municipais, estaduais e particulares pelo e-mail [email protected].

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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