Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida é a 3ª maior crise política de 2026

Debate envolvendo Flávio Bolsonaro somou 977,6 mil menções e 8,5 milhões de interações em 55 horas, aponta o Instituto Democracia em Xeque.

Caso Nossa Senhora Aparecida vira a 3ª maior crise política do ano para Flávio Bolsonaro
Foto: reprodução

A controvérsia que vinculou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil alcançou a terceira maior repercussão política de 2026 nas redes sociais. O episódio registrou 977,6 mil menções e pelo menos 8,5 milhões de interações ao longo de 55 horas, segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque.

Na comparação dos últimos 12 meses, o instituto colocou o caso atrás apenas de “Mendonça vs. Moraes” e “Quebra de sigilo Dark Horse”. O assunto teve 669,9 mil publicações nas primeiras 24 horas e chegou a 38,3 mil menções em uma hora.

A mobilização começou na quinta-feira (24), depois que a colunista Maria Cristina Fernandes afirmou, no programa “Em Pauta”, da GloboNews, que parte dos evangélicos estaria articulando um projeto de lei para retirar o título da santa. Ela também disse que a iniciativa poderia favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre eleitores católicos.

Horas depois, a GloboNews se retratou e pediu desculpas. O canal esclareceu que o projeto havia sido apresentado em dezembro de 2007 pelo então deputado federal Victório Galli e arquivado em agosto de 2008. Flávio negou ter apoiado qualquer proposta com esse objetivo.

Nova onda de publicações

O monitoramento identificou uma primeira alta nas discussões entre a noite de quinta-feira (24) e a manhã de sexta-feira (25). Depois de uma queda na madrugada de sábado (26), as publicações voltaram a crescer pela manhã.

A segunda onda coincidiu com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a retirada de posts que associavam Flávio à mudança do título. A medida levou parte dos debates para a remoção de conteúdo, a censura e a liberdade de expressão.

No sábado, a campanha do senador solicitou ao Ministério Público Eleitoral a prisão de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Presidência, acusando-o de disseminar desinformação. O Palácio do Planalto respondeu que Flávio distorcia os fatos e classificou a manifestação de Marques como pessoal.

Em uma análise de 345 publicações de perfis políticos, o Democracia em Xeque apontou que a esquerda foi responsável por 66% dos posts e 70% das interações. A extrema-direita concentrou 33% das publicações e 30% das interações.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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