CHAPECÓ — Uma revisão no projeto de modernização do Aeroporto de Chapecó poderá reduzir em aproximadamente R$ 55 milhões os custos estimados com desapropriações. A área prevista para essa finalidade caiu de 775 mil metros quadrados para 505 mil metros quadrados, enquanto o limite patrimonial projetado passou de 1,458 milhão de metros quadrados para 1,226 milhão de metros quadrados.
A mudança foi discutida nesta quarta-feira (23), em reunião com representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, do Governo de Santa Catarina, da Prefeitura de Chapecó e da equipe do LabTrans/UFSC. A alternativa foi escolhida após a avaliação de diferentes cenários para a implantação do empreendimento e mantém as principais intervenções planejadas.
Estrutura prevista
O plano inclui a ampliação da pista de pouso e decolagem, que atualmente tem 2.060 metros e deverá chegar a 2.200 metros. Com a extensão, o aeroporto poderá receber aeronaves como o Airbus A321. A utilização desse modelo ainda está em análise pelas companhias aéreas.
Também estão projetados um novo Terminal de Passageiros, com 8 mil metros quadrados, posições adicionais no pátio para a aviação comercial e geral, além de um edifício-garagem com 754 vagas e um estacionamento anexo ao terminal com outras 97 vagas.
O projeto desenvolvido pelo LabTrans/UFSC prevê ainda um condomínio de hangares de 8 mil metros quadrados, com 86 vagas para a aviação geral. Entre as estruturas de apoio estão uma Central de Utilidades, uma Central de Resíduos Sólidos, uma Casa de Força, uma Seção Contraincêndio, uma guarita e um novo acesso viário integrado à área patrimonial.
Estudos para a operação
A topografia acidentada na porção sul levou à realização de estudos específicos, incluindo um levantamento aéreo com drone. As condições para ampliar a pista também foram avaliadas. Uma consulta ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) indicou a necessidade de ajustes nos parâmetros de operação das cabeceiras 12 e 30, por causa de obstáculos e das características do relevo.
Na cabeceira 12, o gradiente de decolagem deverá subir de 5% para 5,5%. Na cabeceira 30, o ângulo de aproximação deverá passar de 3,2° para 4°. Os estudos consideram essas alterações necessárias para a segurança e a viabilidade das operações.
Dados meteorológicos de 2021 a 2025 também foram analisados. Maio e junho concentraram o maior número de horas com restrições de teto e visibilidade, cerca de 4% das horas anuais. A maior parte dos registros ocorreu entre 5h e 11h.
O início do projeto básico e a definição do cronograma das obras dependem da licença ambiental, da conclusão dos levantamentos topográficos e de investigações geotécnicas complementares. Com a validação da alternativa, o município deverá manter o Projeto Conceitual dentro do limite patrimonial estabelecido e enviar ao DECEA os materiais relacionados à Superfície de Interesse Público (SIP).







