Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Projeto do Aeroporto de Chapecó prevê redução de área para desapropriações

Revisão pode diminuir em aproximadamente R$ 55 milhões os custos com desapropriações, enquanto plano mantém obras de modernização.

Projeto do Aeroporto de Chapecó prevê redução de área para desapropriações

Uma revisão no projeto de modernização do Aeroporto de Chapecó poderá reduzir em aproximadamente R$ 55 milhões os custos estimados com desapropriações. A área prevista para essa finalidade caiu de 775 mil metros quadrados para 505 mil metros quadrados, enquanto o limite patrimonial projetado passou de 1,458 milhão de metros quadrados para 1,226 milhão de metros quadrados.

A mudança foi discutida nesta quarta-feira (23), em reunião com representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, do Governo de Santa Catarina, da Prefeitura de Chapecó e da equipe do LabTrans/UFSC. A alternativa foi escolhida após a avaliação de diferentes cenários para a implantação do empreendimento e mantém as principais intervenções planejadas.

Estrutura prevista

O plano inclui a ampliação da pista de pouso e decolagem, que atualmente tem 2.060 metros e deverá chegar a 2.200 metros. Com a extensão, o aeroporto poderá receber aeronaves como o Airbus A321. A utilização desse modelo ainda está em análise pelas companhias aéreas.

Também estão projetados um novo Terminal de Passageiros, com 8 mil metros quadrados, posições adicionais no pátio para a aviação comercial e geral, além de um edifício-garagem com 754 vagas e um estacionamento anexo ao terminal com outras 97 vagas.

O projeto desenvolvido pelo LabTrans/UFSC prevê ainda um condomínio de hangares de 8 mil metros quadrados, com 86 vagas para a aviação geral. Entre as estruturas de apoio estão uma Central de Utilidades, uma Central de Resíduos Sólidos, uma Casa de Força, uma Seção Contraincêndio, uma guarita e um novo acesso viário integrado à área patrimonial.

Estudos para a operação

A topografia acidentada na porção sul levou à realização de estudos específicos, incluindo um levantamento aéreo com drone. As condições para ampliar a pista também foram avaliadas. Uma consulta ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) indicou a necessidade de ajustes nos parâmetros de operação das cabeceiras 12 e 30, por causa de obstáculos e das características do relevo.

Na cabeceira 12, o gradiente de decolagem deverá subir de 5% para 5,5%. Na cabeceira 30, o ângulo de aproximação deverá passar de 3,2° para 4°. Os estudos consideram essas alterações necessárias para a segurança e a viabilidade das operações.

Dados meteorológicos de 2021 a 2025 também foram analisados. Maio e junho concentraram o maior número de horas com restrições de teto e visibilidade, cerca de 4% das horas anuais. A maior parte dos registros ocorreu entre 5h e 11h.

O início do projeto básico e a definição do cronograma das obras dependem da licença ambiental, da conclusão dos levantamentos topográficos e de investigações geotécnicas complementares. Com a validação da alternativa, o município deverá manter o Projeto Conceitual dentro do limite patrimonial estabelecido e enviar ao DECEA os materiais relacionados à Superfície de Interesse Público (SIP).

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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