BALNEÁRIO CAMBORIÚ — O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) pediu aos apoiadores em Santa Catarina uma mobilização nas próximas duas semanas para tentar mudar o cenário eleitoral. Em um comício na cidade, ele defendeu que cada simpatizante busque 30 novos votos e convença eleitores que, segundo ele, foram enganados por informações falsas.
A cerca de 15 dias da eleição, Santos aparece com 3% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17). Durante o discurso, também criticou os candidatos que lideram as pesquisas e afirmou que os eleitores não deveriam escolher nomes envolvidos, na avaliação dele, com práticas criminosas.
“Não aceitem que o seu País, que a sua cidade e o seu estado sejam governados pelos bandidos que estão na lista telefônica do Daniel Vorcaro”, disse o candidato.
Disputa pelo eleitorado de direita
Santos fez campanha em Santa Catarina enquanto Flávio Bolsonaro (PL) busca ampliar sua votação entre candidatos de direita, incluindo o próprio Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A estratégia de Flávio Bolsonaro para os próximos 15 dias é atrair esses eleitores e tentar vencer a disputa no primeiro turno.
O candidato do Missão afirmou que ainda pode chegar ao segundo turno. Para sustentar a possibilidade, citou resultados anteriores atribuídos a Carlos Moisés, governador de Santa Catarina entre 2019 e 2023, e a Romeu Zema. Santos disse que uma maior participação dos eleitores nas conversas sobre política poderia alterar a disputa.
Em Balneário Camboriú, ele também criticou a atuação de representantes ligados ao PL e questionou o que a bancada de Santa Catarina no Congresso teria feito pelo estado. Entre os alvos das críticas estavam Jair Renan, que mora e exerce mandato na cidade, e Carlos Bolsonaro, candidato do PL ao Senado por Santa Catarina.
Propostas para infraestrutura
Depois do comício, Santos afirmou que pretende mudar a distribuição de recursos federais por meio de uma reformulação do Pacto Federativo. Também disse que quer aproximar os investimentos privados dos aportes públicos.
Segundo o candidato, a primeira etapa de investimentos públicos em infraestrutura priorizaria Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Goiás, estados que, na avaliação dele, combinam atividade produtiva elevada com problemas de logística. Ele afirmou que Santa Catarina teria prioridade nesse plano.







