URUBICI — A Força Aérea Brasileira (FAB) estima que o helicóptero que levava o cantor Rick caiu às 11h35, um minuto depois do último sinal emitido pela aeronave. O acidente ocorreu na segunda-feira (21), em Urubici, na Serra de Santa Catarina, e matou as cinco pessoas a bordo.
A FAB informou que, no momento da queda, havia chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade provocada pela alta nebulosidade na região serrana. As causas ainda são investigadas. A caixa-preta foi encontrada e deverá contribuir para a apuração.
Contatos antes da decolagem
Leopoldo Barros Teixeira, copiloto do helicóptero, conversou com Juliano Luft, operador do Aeroporto de Lages. A aeronave faria uma parada no local para abastecimento.
Juliano contou que Leopoldo pediu imagens e um vídeo das condições do tempo em Lages. Às 7h52min, o operador enviou uma foto do céu e escreveu: “Mais tarde chove. Quanto antes vir, melhor”. Depois, o copiloto voltou a ligar para perguntar sobre o clima.
A Defesa Civil de Santa Catarina havia emitido, para a manhã de segunda-feira, um alerta de tempestade severa na região de São Joaquim. Rick teria um almoço com o prefeito da cidade. O helicóptero decolou de Porto Belo às 11h.
Às 11h37, Juliano tentou saber se a tripulação havia decidido passar por Lages para abastecer. Segundo ele, Leopoldo não respondeu e não recebeu a mensagem. A queda teria ocorrido antes desse contato, conforme a estimativa da FAB.
Ocupantes e manifestação da empresa
Além de Rick, estavam na aeronave Bruno Avelar, empresário, influenciador e palestrante; Paulo Soares, videomaker; Leopoldo Barros Teixeira, natural de São Paulo e copiloto; e Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, piloto de helicópteros natural de Acari, no Seridó do Rio Grande do Norte.
Rick tinha 59 anos, nasceu em Tocantins e formou dupla com Renner nos anos 1980, em Brasília. Bruno Avelar era criador do projeto “O Poder do Network” e integrava a sociedade da Mentoring League Society. Paulo Soares morava em Osasco e trabalhava em Barueri, na equipe de mídia de Bruno.
A JTA Empreendimentos informou que a aeronave era um Bell 430 e que acompanha o trabalho das autoridades. A empresa afirmou que vai colaborar com os procedimentos, incluindo o translado dos corpos, e aguardará as apurações dos órgãos competentes. José Antunes, fundador e CEO da JTA, acompanha as buscas no local.







