URUBICI — A Polícia Científica e o Cenipa analisam relatos de testemunhas, mensagens sobre as condições climáticas e imagens dos destroços para esclarecer a queda do helicóptero que matou cinco pessoas em Urubici, na Serra catarinense. A aeronave caiu no dia 21 de setembro, e entre os ocupantes estava o cantor Rick.
A Polícia Científica utilizou drones equipados com scanner 3D para mapear a área do acidente. As informações reunidas devem ajudar os investigadores a reconstituir os últimos momentos do voo.
Relatos antes da queda
Rodrigo Afonso, morador da região, filmou o helicóptero pouco antes do acidente. Ele afirmou que a aeronave “saiu de trás do morro” e voava em uma altura que chamou sua atenção.
O artesão Israel Rosa também viu o helicóptero a menos de três quilômetros do local da queda. Segundo ele, não havia sinais perceptíveis de problema durante o voo: “Não percebi nada de pane. Não tinha fumaça, o barulho constante normal, a velocidade também.”
A filmagem de Afonso foi exibida pelo Fantástico, da TV Globo, antes da queda. Equipes do programa também refizeram o trajeto do resgate até o ponto do acidente.
Mensagens sobre o tempo
Horas antes do voo, Leopoldo Barros Teixeira, copiloto do helicóptero, trocou mensagens com Juliano Luft, operador do Aeroporto de Lages. O operador disse ter alertado Leopoldo sobre as condições climáticas e afirmou que seria melhor decolar o quanto antes.
Naquela manhã, a Defesa Civil de Santa Catarina havia emitido um alerta para tempestade severa na região de São Joaquim, cidade onde Rick pousaria para almoçar com o prefeito.
Ocupantes e manifestação da empresa
Rick tinha 59 anos e formou dupla com Renner nos anos 1980. Bruno Avelar era empresário, influenciador e palestrante. Paulo Soares trabalhava como videomaker em São Paulo, acompanhando Avelar em viagens.
Leopoldo Barros Teixeira era natural de São Paulo e atuava como copiloto. Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, natural de Acari, no Seridó do Rio Grande do Norte, pilotava helicópteros.
A JTA Empreendimentos informou que a aeronave era um Bell 430 e lamentou a morte das cinco pessoas a bordo. A empresa afirmou que seu fundador e CEO, José Antunes, acompanhou o trabalho das autoridades e que aguardará as apurações dos órgãos competentes. A JTA também declarou que permanece mobilizada para apoiar as famílias e colaborar com os procedimentos, incluindo o translado dos corpos.







