O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, anunciou o professor, filósofo e escritor Paulo Cruz como seu indicado para comandar o Ministério da Educação (MEC) em um eventual governo. A escolha foi apresentada no Show do Bacci.
Cruz é negro e critica a política de cotas raciais. Em entrevista publicada em 2022, ele classificou a celebração dos dez anos da medida como uma “vitória de Pirro” e afirmou que as cotas não produzem ganho real para o Brasil, além de esconderem problemas da educação básica.
Ao anunciar o nome, Renan disse que Cruz conhece os problemas estruturais do ensino brasileiro e não recorre a soluções simplistas. “Paulo Cruz seria um grande homem”, afirmou o candidato.
Formação e posições sobre educação
Cruz é formado em filosofia e em processamento de dados. Ele também tem mestrado em ciência da religião pela Universidade Metodista de São Paulo e atua como professor desde 2014.
Nas declarações anteriores, o professor defendeu que as políticas educacionais priorizassem o ensino básico. Para ele, as desigualdades enfrentadas pelos estudantes começam antes da chegada à universidade e não seriam resolvidas pela política de cotas.
Apesar das críticas ao modelo, Cruz afirmou que não é contrário ao uso das cotas por pessoas que possam ser beneficiadas. “Se existe, é para ser usado”, declarou.
O professor também disse que não se alinhava ao então governo Jair Bolsonaro nesse tema. Segundo Cruz, suas críticas às cotas não tinham necessariamente os mesmos motivos atribuídos ao governo.
Cruz relatou ainda ter sido chamado de “capitão do mato” nas redes sociais por causa de suas posições sobre ações afirmativas. Ele afirmou que não se intimidava com as críticas e defendia o direito de manter posições conservadoras e discordar do pensamento predominante.







