TRÊS BARRAS — A formação de um ciclone extratropical sobre o mar aumenta o risco de temporais severos no Planalto Norte de Santa Catarina, enquanto o Rio Negro pode continuar subindo nos próximos dias. Em Três Barras, a elevação dos rios Negro e Canoinhas já afetou 160 moradores após as chuvas intensas registradas recentemente.
A Defesa Civil prevê chuva intensa, raios, vendaval e queda de granizo em todas as regiões. Também há possibilidade de tempestades severas localizadas, com risco de destelhamentos, danos na rede elétrica e queda de galhos e árvores. No Norte, Litoral Norte e Planalto Norte catarinense, o risco é muito alto para alagamentos, enxurradas pontuais e outros impactos associados às instabilidades.
Abrigos e áreas afetadas
Cerca de 35 residências foram atingidas em Três Barras, e mais de 100 pessoas foram encaminhadas para abrigos públicos. Três espaços estão recebendo as famílias, enquanto o município se prepara para abrir um quarto local de acolhimento.
As retiradas começaram na terça-feira (8). Algumas famílias deixaram os imóveis antes de a água chegar às casas, diante da elevação dos rios e da possibilidade de agravamento das inundações. A prefeitura tenta organizar os abrigos para preservar, sempre que possível, a manutenção das aulas na rede municipal.
A cheia também interrompe o trânsito na Rua Etelvina de Almeida Pires e em algumas vias transversais do distrito de São Cristóvão. Conforme a Defesa Civil, a inundação que já atingia a região piorou com o avanço das águas.
Monitoramento do Rio Negro
Para a região de divisa com o Paraná, no Planalto Norte, a previsão é de elevação gradual do Rio Negro ao longo dos próximos dias, com possibilidade de alcançar cotas de emergência. A alta pode dificultar o escoamento dos afluentes e favorecer alagamentos e inundações nas áreas próximas.
A Copel, Companhia Paranaense de Energia, acompanha o rio por meio de uma estação de monitoramento hidrológico na Bacia do Rio Negro. Os registros desta sexta-feira foram: 13h, 6,507; 12h, 6,513; 11h, 6,520; 10h, 6,526; 9h, 6,534; 8h, 6,541; e 7h, 6,548.
Até a manhã desta sexta-feira, o município analisava pedir o IAH (Itens de Assistência Humanitária) e avaliava publicar um decreto em razão das consequências das chuvas.







