Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Robô G1 decide golpes e movimentos com inteligência artificial durante luta

A Unitree Robotics afirma que o humanoide enfrentou uma pessoa sem controle remoto, usando um modelo de mundo para reagir em tempo real.

A Unitree Robotics apresentou uma demonstração em que o robô humanoide G1 enfrenta uma pessoa sem operador controlando remotamente seus movimentos. Durante a luta, a máquina usa inteligência artificial para decidir quando atacar, desviar e se movimentar.

A fabricante atribui o funcionamento ao UnifoLM-X2-1.0, modelo desenvolvido para robôs humanoides. A empresa descreve o teste como o primeiro combate humanoide totalmente autônomo baseado em um modelo de mundo.

No vídeo, o G1 aparece de luvas diante de um adversário com equipamentos de proteção. O robô mantém a postura, circula pelo espaço, desfere socos e chutes e reage aos movimentos do oponente.

Como o robô toma decisões

O modelo de mundo interpreta o ambiente e tenta prever estados futuros. Com essas informações, o sistema escolhe a ação seguinte em tempo real, em vez de apenas repetir uma sequência de golpes programada previamente.

Segundo a Unitree, o modelo foi desenvolvido para lidar com limitações de planejamento imediato, tomada de decisões e execução de movimentos em interações físicas intensas. A empresa também usa aprendizado por imitação e reforço para ensinar ações complexas ao robô.

A demonstração representa uma mudança em relação a um torneio de boxe realizado pela empresa em maio de 2025. Na ocasião, os robôs G1 ainda eram controlados remotamente por operadores humanos.

Preço e limites da demonstração

O G1 é comercializado pela Unitree por preços a partir de US$ 13.500. O humanoide mede aproximadamente 1,32 metro e pode ter entre 23 e 43 motores nas articulações, conforme a configuração.

A apresentação não indica que robôs autônomos estejam prontos para substituir lutadores, nem que o G1 tenha sido criado como arma. A Unitree afirma que o combate foi usado principalmente para demonstrar a capacidade de seu modelo de inteligência artificial de tomar decisões rápidas em um ambiente físico imprevisível.

A autonomia completa, porém, ainda depende principalmente das informações divulgadas pela própria fabricante. Pouco mais de um ano depois de levar robôs G1 controlados por humanos a um ringue, a empresa mostra um humanoide que observa o adversário, tenta antecipar seus movimentos e escolhe como reagir.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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