SÃO BENTO DO SUL — O segundo investigado pela morte do professor de bateria José Cleomar Batista Franco foi preso no sábado (12). Ele e outro suspeito estão em prisão preventiva no Presídio de São Bento do Sul por homicídio qualificado. O caso será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Franco, conhecido como Mema, tinha 51 anos e foi encontrado morto em 29 de julho. O Corpo de Bombeiros Militar foi chamado por volta das 15h20min para apoiar a Polícia Militar. No local, foram identificados ferimentos no rosto da vítima, além de sangue e fragmentos de vidro próximos ao corpo.
O que apontou a investigação
A Polícia Civil informou que os dois suspeitos conheciam Franco e viviam em situação de rua. Conforme o delegado Valdir Xavier, da Delegacia de Investigações Criminais (DIC), os três compartilhavam o mesmo ambiente e comida.
A investigação apontou que uma discussão iniciada pela vítima evoluiu para agressões. Exames toxicológicos indicaram que Franco estava sob efeito de álcool e droga.
Durante o conflito, José teria tentado atingir um dos homens com um tijolo. O primeiro suspeito tomou o objeto, e o segundo, preso no sábado (12), teria incentivado o outro envolvido a bater na vítima. As agressões provocaram a morte de Franco.
“Foram golpes de tijoladas, eles falam isso, e a motivação foi uma discussão banal”, afirmou Valdir Xavier. Os dois investigados foram presos preventivamente e permanecem no presídio de São Bento do Sul.
Homenagens ao músico
Professor de bateria e ligado ao rock, Mema foi lembrado por amigos e familiares nas redes sociais. Mensagens publicadas após a morte o descreveram como um excelente músico e destacaram sua atuação na cultura rock and roll de Rio Negrinho na década de 1990.
Um ex-aluno afirmou que teve aulas com Franco na Fundação de Cultura por dois anos, em 1997 e 1998. Outra homenagem mencionou a participação dos dois no grupo Limite Zero e a amizade mantida por anos.







