Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

CCPA questiona cobrança por reparos ligados ao iOS 18 em iPhones na Índia

Órgão indiano diz que cobrar por falhas atribuídas ao software pode violar direitos dos consumidores; Apple contesta a investigação.

CCPA questiona cobrança por reparos ligados ao iOS 18 em iPhones na Índia

A Apple terá de responder a uma investigação detalhada da Autoridade Central de Proteção ao Consumidor (CCPA) sobre problemas atribuídos ao iOS 18. O órgão afirma que a cobrança por reparos relacionados a falhas do software pode representar uma violação dos direitos dos consumidores.

A apuração começou em 2024, após o recebimento de um grande número de reclamações. Em 29 de julho deste ano, a CCPA comunicou à empresa que havia ampliado o caso. Os relatos envolvem linhas verdes, rosas e brancas nas telas, além de problemas nos microfones dos iPhones.

Custo apontado nas reclamações

No iPhone 15, a substituição da tela pode custar cerca de ₹27.900, algo em torno de R$1.500. As reclamações afirmam que a Apple não teria assumido essas despesas porque as atualizações do iOS não vêm com garantia.

A empresa respondeu que a ausência de garantia para softwares é um “padrão global da indústria” e sustentou que o iOS 18 não apresenta problemas sistêmicos. Também afirmou que a investigação considera “apenas” 75 reclamações.

Posição das partes

Na resposta, a Apple disse que os termos de uso informam aos usuários que o software é fornecido “sem garantia de qualquer tipo”. Segundo a empresa, os consumidores também são avisados de que devem arcar com os reparos caso ocorra algum problema no software.

A Apple ainda argumentou que tratar qualquer falha como uma violação de garantia faria com que fornecedores de software assumissem todos os riscos tecnológicos. Já a CCPA declarou que “cobrar dos consumidores por problemas decorrentes da própria negligência da empresa viola o princípio do comércio justo”.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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