Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Tarcísio associa protestos a fichas criminais sem apresentar provas

Governador de São Paulo disse que antecedentes dos manifestantes ajudariam a explicar os atos contra sua gestão durante a campanha.

Tarcísio sugere checar ficha criminal de quem protestou contra ele

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), sugeriu que a ficha criminal dos manifestantes poderia explicar os protestos contra sua gestão durante a campanha. Ele não apresentou informações que comprovassem que os participantes tinham antecedentes criminais.

A declaração foi dada nesta 4ª feira (9.set.2026), durante uma visita ao Armazém Solidário, programa da Prefeitura de São Paulo. Questionado sobre os atos, Tarcísio afirmou, em tom irônico, que os manifestantes estavam no local por vontade própria.

“Só voluntários. Pessoas que estavam protestando voluntariamente”, disse. Ao ser questionado sobre a motivação do grupo, acrescentou: “É fácil perceber, vocês sabem disso. E depois busque a ficha criminal de cada um aí que você vai entender.”

O governador também declarou que tem evitado ataques durante a campanha. Segundo ele, sua atuação tem priorizado propostas, futuro e esperança.

Protestos contra Tarcísio foram registrados em diferentes compromissos políticos no estado de São Paulo. Em 20 de agosto, durante a primeira agenda de Flávio Bolsonaro (PL) no estado, manifestantes se reuniram diante do Mercadão de São Miguel, na zona leste da capital. Eles levaram cartazes e fizeram críticas ao governador, aos preços dos pedágios e à atuação da Polícia Militar.

Ainda naquele dia, outro ato ocorreu durante a passagem de Flávio pela Vila Formosa. Em 7 de setembro, Tarcísio foi novamente criticado em vias próximas à avenida Paulista, onde foi realizado o ato convocado por Flávio.

Críticas ao Supremo Tribunal Federal

Tarcísio também questionou o Supremo Tribunal Federal ao comentar uma decisão monocrática que, segundo ele, teria contrariado uma deliberação anterior da própria Corte. Para o governador, a situação transmite à sociedade uma mensagem de insegurança jurídica.

“O guardião da Constituição não está conseguindo mostrar para as pessoas que tem capacidade de produzir segurança jurídica”, afirmou. Ele avaliou que a percepção negativa sobre o tribunal pode influenciar a eleição e citou um manifesto de empresas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que cobrou providências do STF.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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