Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Tebet cobra explicações de Derrite sobre denúncias nas polícias de São Paulo

Candidata ao Senado questionou a gestão do ex-secretário; equipe de Derrite negou acobertamento e citou investigações internas.

Derrite deve explicar denúncias de corrupção nas polícias de SP, diz Tebet
Foto: 27/08/2025REUTERS/Henry Romero

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (MDB) questionou a atuação de Guilherme Derrite (PP-SP) na segurança pública do estado. Derrite foi secretário da área no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), entre 2023 e 2025.

Tebet mencionou denúncias do Ministério Público de São Paulo sobre lavagem de dinheiro e corrupção nas polícias Militar e Civil durante o período em que Derrite comandava a pasta. Ela também citou suspeitas de envolvimento de policiais com organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Para a candidata, a condução da Secretaria da Segurança Pública é a “grande fragilidade” da candidatura de Derrite ao Senado. Tebet afirmou que a responsabilidade pela segurança pública é do governo estadual, embora tenha concordado com a avaliação de que o crime organizado atua além das fronteiras dos estados e do país.

A candidata defendeu uma coordenação nacional na área, conduzida pelo presidente da República por meio de um Ministério da Segurança Pública. Segundo ela, a articulação deveria preservar a autonomia dos governadores, já que a segurança pública é responsabilidade dos governos estaduais.

Resposta da equipe de Derrite

Em nota, a equipe de Derrite afirmou que as declarações de Tebet distorcem fatos da gestão. Segundo o posicionamento, suspeitas de corrupção envolvendo policiais militares e civis não foram acobertadas. As corregedorias das instituições, afirmou a equipe, foram fortalecidas e mantiveram autonomia para investigar integrantes em conjunto com outros órgãos.

A nota também disse que policiais suspeitos de ligação com o crime organizado foram submetidos a investigação, processos disciplinares e, quando havia elementos necessários, prisão e responsabilização. Sobre o ex-comandante-geral da Polícia Militar José Augusto Coutinho, a equipe declarou que os fatos citados pelo Ministério Público ocorreram em 2020 e 2021, quando ele comandava a Rota, antes da gestão de Derrite na secretaria.

A defesa ainda afirmou que o Ministério Público não atribuiu ao coronel relação com organização criminosa. Também citou ações de inteligência financeira, operações integradas com o Ministério Público e a Polícia Federal e medidas voltadas ao patrimônio das facções.

Entre os resultados apresentados pela equipe estão a apreensão de mais de 670 toneladas de drogas, a identificação de bilhões de reais em fluxos financeiros ilícitos e a redução dos índices de homicídios, latrocínios e roubos ao menor nível histórico, segundo a nota.

Na pesquisa Quaest mencionada no texto, Derrite e Tebet apareceram tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas ao Senado. Derrite e Marina Silva (Rede) tiveram 12% das intenções de voto cada, enquanto Tebet registrou 11%.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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