Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Vorcaro diz que doações a Bolsonaro e Tarcísio foram parte de acordo com Kassab

Em proposta de delação, banqueiro afirma que valores estavam ligados à permanência do Credcesta no governo de São Paulo.

Doações de R$ 5 milhões para campanhas de Tarcísio e Bolsonaro foram propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de delação premiada, que as doações eleitorais feitas em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram repassadas como propina. O banqueiro está preso por fraude bancária.

Os valores somaram R$ 5 milhões. Desse total, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de reeleição de Bolsonaro e R$ 2 milhões à candidatura de Tarcísio ao governo de São Paulo. Os repasses foram realizados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

De acordo com o relato, as doações faziam parte de uma negociação com Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Tarcísio, para manter no governo paulista o Credcesta, cartão de crédito consignado de uma empresa ligada ao Banco Master.

Na proposta, Vorcaro descreveu os pagamentos como “contrapartidas financeiras” de um “ajuste indevido com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”. As três versões apresentadas para a delação foram recusadas por falta de informação inédita, mas todas mencionaram a suposta propina destinada a políticos bolsonaristas.

O acordo relatado previa o pagamento de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo e o direcionamento de recursos para campanhas de partidos ligados ao grupo político de Kassab. O banqueiro também afirmou que havia previsão de pagamentos informais de cerca de R$ 10 milhões em espécie para campanhas do PSD. Segundo ele, o dinheiro teria sido entregue por Thiago Botelho, conhecido como Papel.

O Credcesta é administrado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master, e começou a funcionar em São Paulo em 2022. Vorcaro declarou que as contrapartidas previstas foram cumpridas e que o cartão permaneceu ligado ao governo paulista por mais de um ano.

Tarcísio afirmou, em nota, que nunca teve contato ou relação com Vorcaro e que não conhecia os fatos relatados. Kassab classificou o relato como “absolutamente fantasioso” e sem “qualquer sustentação factual”. Ele negou ter participado ou recebido doações e afirmou nunca ter recebido valores em espécie.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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