Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Amazônia teve alta de 3,2 ºC na estação seca desde 1981, aponta estudo

Pesquisa com 53 cientistas identificou aquecimento mais rápido e avanço de temperaturas extremas no centro-norte da floresta.

Amazônia teve alta de 3,2 ºC na estação seca desde 1981, aponta estudo

A temperatura máxima durante a estação seca aumentou pelo menos 3,2 ºC em uma extensa área do centro-norte da Amazônia desde 1981, aponta um estudo feito por 53 cientistas brasileiros e estrangeiros. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth & Environment nessa quinta-feira (10/9).

A região analisada tem mais de 700 mil quilômetros quadrados e registrou elevação mínima de 0,75 °C por década. Esse ritmo supera o aumento de 0,2 ºC por década observado na temperatura média anual da Amazônia.

Mudanças diferentes entre as áreas

Os pesquisadores identificaram que o aquecimento não ocorre de forma igual em toda a floresta. Enquanto o sul apresenta aumento médio acelerado, o centro-norte registra avanço mais rápido de temperaturas extremas e do déficit hídrico.

Para chegar aos resultados, a Amazônia foi dividida em áreas. A equipe analisou dados de alta resolução sobre temperatura e precipitação obtidos por satélites e estações meteorológicas locais. Com essas informações, foi possível identificar os períodos secos específicos de cada região. Outros recursos tecnológicos também foram usados na análise.

O estudo indica que o aumento da temperatura não está relacionado apenas à perda florestal. As alterações climáticas globais também influenciam o cenário. A ocorrência do El Niño aumenta a preocupação dos cientistas com o calor e as secas extremas na floresta.

Luiz Aragão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e um dos autores, afirmou que o centro e o norte da Amazônia sofrem menos impactos provocados pela ação humana, como desmatamento e queimadas, em comparação com as áreas leste e sul. “Os resultados da pesquisa têm implicações para a busca de soluções”, disse.

Para os autores, os dados reforçam a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e adotar medidas de mitigação e adaptação em todo o mundo, com o objetivo de evitar novos efeitos das mudanças climáticas sobre parte da Amazônia.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5