NANTUCKET — Restos de madeira encontrados em uma praia de Nantucket, em Massachusetts, nos Estados Unidos, podem pertencer ao Warren Sawyer, uma escuna de madeira que naufragou na região no final de 1884. Os fragmentos apareceram no sábado (26), depois que uma tempestade retirou parte da areia da faixa costeira.
O Instituto Marítimo Egan, entidade dedicada à preservação da história marítima de Nantucket, enviou um especialista para examinar o local. A instituição pretende preparar um relatório e encaminhá-lo a arqueólogos de Massachusetts. A análise deverá indicar de qual embarcação são os destroços.
David Robinson, diretor do Conselho de Recursos Arqueológicos Subaquáticos de Massachusetts, afirmou que as primeiras imagens mostram semelhanças com restos investigados em 2022. Naquele ano, um trecho de aproximadamente 13 metros do casco do Warren Sawyer surgiu na mesma área e foi analisado por pesquisadores.
Em fevereiro de 2023, outro fragmento, com aproximadamente quatro metros e meio, apareceu no local. A peça acabou coberta novamente pela areia antes que os arqueólogos conseguissem documentá-la.
Naufrágio e reaparecimento dos restos
O Warren Sawyer tinha três mastros e fazia a rota entre Nova Orleans e Boston quando encalhou em Nantucket, em 22 de dezembro de 1884. O capitão e sete tripulantes foram resgatados. A escuna transportava 1.115 fardos de algodão e 28 toneladas de sucata de metal, segundo o Conselho de Recursos Arqueológicos Subaquáticos de Massachusetts.
A embarcação permaneceu praticamente intacta na praia por duas semanas. Em 6 de janeiro de 1885, uma tempestade destruiu a escuna, espalhando partes do casco, da carga e das cordas por mais de 800 metros da praia.
Nantucket é conhecida como um dos “cemitérios do Atlântico”. Estima-se que mais de 750 naufrágios estejam enterrados nas águas ao redor da ilha.
Jason Graziadei, editor-chefe do jornal local Nantucket Current, registrou os restos de madeira. “É incrível pensar que, depois de mais de 100 anos, isso ainda está aqui”, disse. No final de 2026, novos fragmentos voltaram a aparecer, mas a identificação ainda depende da avaliação dos especialistas.







