O furacão Polo continua sendo monitorado no litoral do México depois de atingir a categoria 5, com ventos de 270 km/h. O sistema foi rebaixado para a categoria 4 durante a madrugada, quando os ventos chegaram a 250 km/h, mas ainda pode provocar chuva forte, ondas altas, inundações e deslizamentos.
A previsão indica deslocamento para noroeste, em uma trajetória próxima e paralela à costa mexicana. Com isso, a possibilidade de uma passagem direta sobre as áreas costeiras é menor, embora os impactos permaneçam incertos. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que ainda não é possível determinar quão perto o furacão chegará do litoral. “Ainda existe incerteza sobre quão próximo o furacão chegará da costa”, afirmou o órgão.
Colima, Michoacán e Guerrero podem ter rajadas entre 70 e 90 km/h e ondas de 7 a 9 metros. Em Jalisco e Oaxaca, as ondas previstas variam de 2 a 3 metros. Em Acapulco, a ressaca já começou a causar problemas nas praias. Turistas receberam alertas sobre as condições do mar e a possibilidade de chuvas.
Aulas foram suspensas em municípios costeiros de Guerrero e Michoacán. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum pediu atenção aos moradores do litoral do Pacífico e afirmou que, até o momento, não parecia haver previsão de impacto direto sobre a terra.
Intensificação rápida e influência do El Niño
O Polo atingiu o nível máximo da escala Saffir-Simpson na noite de terça-feira (22), segundo o NHC. Da condição de tempestade tropical à categoria 5, a intensificação ocorreu em aproximadamente 36 horas. O fenômeno ficou entre os três sistemas que chegaram mais rapidamente à categoria máxima, ao lado de Otis, em 2023, e Patricia, em 2015.
A formação do Polo ocorreu durante um El Niño de intensidade excepcional. Em 19 de setembro, a temperatura da superfície do mar no Pacífico centro-oriental ficou 3,05 °C acima da média. O resultado superou o recorde de 3,02 °C, registrado em 2015.
O termo “Super El Niño” é usado informalmente para destacar a força do fenômeno. Entre os efeitos associados estão maior atividade de tempestades e furacões no Pacífico, risco de inundações em algumas regiões e possibilidade de secas e incêndios florestais em outras. Também podem ocorrer redução da atividade de furacões no Atlântico e impactos sobre colheitas, segurança alimentar e economias.
Neste ano, o Atlântico ainda não havia registrado nenhum furacão, enquanto o Pacífico apresentava tendência de aumento na formação desses sistemas. Em 2026, Havaí e algumas áreas do Sudeste Asiático já haviam sido afetados por tempestades. Cientistas ainda avaliam se a intensidade do El Niño produzirá impactos fora do padrão em diferentes partes do mundo.







