Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

LRO identifica na Lua a maior cratera de impacto formada recentemente

Estrutura surgiu entre abril e maio de 2024, tem 222 metros de largura e alterou o solo lunar por mais de 100 quilômetros.

LRO identifica na Lua a maior cratera de impacto formada recentemente
Foto: NASA Goddard/Intuitive Machines/Robert Wagner

A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, identificou na Lua a maior cratera de impacto conhecida formada em tempos recentes. Batizada de McGetchin, a estrutura surgiu após a colisão de um asteroide ou cometa entre abril e maio de 2024.

A cratera tem 222 metros de largura e chega a 43 metros de profundidade, dimensão aproximada à do Coliseu. O objeto que atingiu a superfície lunar tinha tamanho estimado entre um prédio de três e seis andares. De acordo com os pesquisadores, colisões dessa magnitude ocorrem na Lua aproximadamente uma vez por século ou em intervalos maiores.

Alterações no solo lunar

O impacto espalhou poeira e rochas por mais de 100 quilômetros. Uma área de aproximadamente 7 quilômetros ao redor da cratera passou a registrar temperatura cerca de 9 °C menor durante a noite.

A mudança está relacionada ao regolito, camada formada por poeira e fragmentos que cobre a Lua. O impacto deixou esse material mais solto e menos denso, diminuindo sua capacidade de reter calor. As alterações também podem afetar a circulação de veículos lunares.

David Paige, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, comparou o efeito ao cultivo do solo: “Agora estamos pensando nos impactos como uma forma de cultivar o regolito”.

Imagens confirmaram a descoberta

A identificação ocorreu durante uma checagem de rotina. Robert Wagner comparava mapas produzidos com imagens da superfície lunar feitas em anos diferentes quando encontrou uma área clara cercada por uma região escura. “Eu simplesmente parei, larguei tudo e comecei a investigar o que era aquele ponto”, relatou.

Um programa de computador apontava diferenças entre as imagens, mas também gerava falsos alarmes por causa de alterações na iluminação e nas sombras. Imagens posteriores obtidas pela câmera de alta resolução confirmaram a cratera, permitiram medir suas dimensões e ajudaram a analisar os efeitos do impacto.

Desde 2009, o LRO identificou pelo menos mil novas crateras e cerca de 100 mil alterações na superfície lunar causadas por impactos e pelos detritos lançados por eles. Os dados indicam ainda que os 2 centímetros superiores do solo lunar são revolvidos a cada 80 mil anos.

Os pesquisadores agora querem calcular o risco de materiais lançados por novos impactos atingirem uma eventual base lunar. Essas informações poderão orientar o projeto de estruturas mais resistentes às colisões.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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