Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Radar do NISAR acompanha erupção de vulcão russo após terremoto

Imagens do satélite mostram a lava avançando pelo Krasheninnikov e revelam caminhos do material vulcânico ao longo dos meses.

Um terremoto registrado na costa russa em julho de 2025 foi seguido pelo início da erupção do vulcão Krasheninnikov, que estava sem entrar em atividade desde aproximadamente 1550. O fenômeno passou a ser acompanhado pela missão NISAR, desenvolvida pela NASA em parceria com a agência espacial da Índia.

O satélite utiliza radar para observar a superfície mesmo durante a noite e sob a presença de nuvens. Os registros reunidos ao longo dos meses mostram a lava ocupando a área mais profunda do vulcão e, depois, avançando pela encosta em formato de leque.

O NISAR sobrevoa a região duas vezes a cada 12 dias. Com a sequência de imagens, os cientistas produziram um vídeo acelerado, chamado time-lapse, que apresenta a transformação da paisagem durante a erupção.

O monitoramento identificou mais de uma rota para o material vulcânico. O fluxo principal segue para o leste, enquanto outro caminho foi observado a noroeste. A análise também indica que a liberação de lava começou antes do primeiro registro feito pelo satélite.

Como o satélite registra a atividade

O sistema não depende de câmeras convencionais. Ele envia milhares de sinais de micro-ondas por segundo em direção ao solo e mede o retorno dessas ondas ao equipamento. Um computador processa os dados, ajusta o foco e gera imagens de alta resolução.

Esse método permite observar a área sem iluminação natural e não é interrompido pelas nuvens. Nas imagens, a lava se destaca em tom mais claro que a neve e o terreno ao redor porque a superfície criada pelo material vulcânico devolve o sinal do radar com maior intensidade.

A série de registros mostra como a lava se espalhou pelo Krasheninnikov depois do terremoto e ajudou a apontar que a atividade vulcânica já havia começado antes da primeira passagem registrada pelo NISAR.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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