Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Educação

Inep avalia dividir redação do Enem por áreas a partir de 2028

Proposta preliminar prevê 50 linhas distribuídas entre linguagens, humanas, natureza e matemática; decisão deve sair até o fim do ano.

Inep avalia dividir redação do Enem por áreas a partir de 2028
Foto: Divulgação MEC

O Inep avalia mudar o modelo da redação do Enem a partir de 2028. A proposta preliminar em discussão prevê que a avaliação deixe de ser um texto dissertativo-argumentativo de 30 linhas sobre um único tema e passe a ser dividida por áreas do conhecimento.

Nesse formato, seriam 20 linhas para linguagens, 10 para ciências humanas, 10 para ciências da natureza e 10 para matemática, totalizando 50 linhas. O objetivo da proposta é ampliar a diversidade de raciocínios exigidos dos estudantes.

O instituto informou que ainda não há decisão final sobre os detalhes da implementação. O Inep afirmou que a proposta será discutida e finalizada até o final do ano, em diálogo com especialistas e com o Ministério da Educação (MEC).

A intenção é que, em 2028, o exame avalie o ensino médio em alinhamento à Base Nacional Curricular e à Política Nacional do Ensino Médio. A alteração está relacionada também às novas funções atribuídas ao Enem pelo governo Lula (PT).

Novas funções do exame

Em março, um decreto determinou que o Enem também será utilizado para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao fim do ensino médio, em integração com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

O exame continuará servindo como forma de ingresso no ensino superior por meio do Sisu, do Prouni e do Fies. A utilização dos resultados também deverá apoiar diagnósticos sobre a educação básica e o acompanhamento de desigualdades e metas educacionais.

A discussão sobre a redação ocorre depois de estudantes e professores relatarem, no Enem 2025, a percepção de notas mais baixas nessa parte da prova. O Inep negou mudança nos critérios de correção e citou, entre outras hipóteses, o uso mais frequente de modelos prontos e de “repertórios de bolso”.

Segundo o instituto, referências genéricas e memorizadas, sem relação consistente com o tema ou com a argumentação, já poderiam ser penalizadas em edições anteriores. A avaliação do órgão é que o uso de modelos aplicáveis a qualquer tema tornou essa questão mais relevante na correção.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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