Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Educação

UFSC vai fornecer imagens de câmeras em investigação sobre pichação racista

Universidade informou que pediu apoio da Polícia Federal e prepara campanha institucional de combate ao racismo.

UFSC vai fornecer imagens de câmeras em investigação sobre pichação racista

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) pretende fornecer à Polícia Federal imagens de câmeras de segurança para ajudar a identificar os responsáveis por uma pichação racista encontrada em um banheiro do Centro Socioeconômico (CSE), em Florianópolis. O local já foi limpo.

A vice-reitora da UFSC, Felipa Rafaela Amadigi, afirmou que os registros disponíveis serão reunidos para a apuração. “Já foi feita a limpeza do local, então possivelmente a Polícia Federal vai resgatar as imagens de câmeras disponíveis no local”, disse.

O caso foi denunciado pelo Coletivo Negro Lélia Gonzalez na sexta-feira (11). Conforme o grupo, as inscrições tinham um símbolo nazista, ameaças de morte dirigidas a pessoas negras e comunistas e referências de exaltação ao nazismo.

Na segunda-feira (14), a universidade informou que protocolou um pedido de apoio à Polícia Federal para investigar o episódio e identificar os responsáveis. A instituição também disse que está reunindo registros e outros elementos que possam contribuir para a apuração.

Medidas anunciadas

Além do encaminhamento do caso às autoridades, a UFSC informou que avalia medidas de segurança e proteção à comunidade universitária. A instituição repudiou as inscrições e declarou que manifestações racistas, ameaçadoras e de exaltação ao nazismo são incompatíveis com os valores de uma universidade pública, democrática e plural.

A universidade também prevê uma campanha institucional de combate ao racismo. Evelise Santos Sousa, pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, afirmou que a Proaf vai conversar com os coletivos que se sentiram atingidos para discutir ações de acolhimento e as providências possíveis.

A iniciativa será vinculada à Resolução Normativa 175, mencionada pela pró-reitora como parte das medidas de enfrentamento e combate ao racismo na instituição.

Em nota, a UFSC afirmou que ameaça não deve ser tratada como divergência e que racismo não é opinião. A universidade disse ainda que permanecerá atenta ao caso e que não aceitará espaço para racismo, ódio, intolerância ou ameaças em suas dependências.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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